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Festival Lavorada volta à Biblioteca Municipal Rocha Peixoto já esta sexta-feira

O jardim da Biblioteca Municipal Rocha Peixoto volta a acolher o festival Lavorada, nos dias 14 e 15 de junho.

O conceito deste festival é desconstruir preconceitos e potenciar a economia local, ao mesmo tempo que desenvolve uma incubadora da criação artística.

O evento inicia no dia 14, às 21h00, com a apresentação pública da Associação Lavorada e a abertura da exposição “Colchas da Devoção”, que usa os lavores como elemento essencial no espaço sacro efémero.

No dia 15 de junho, das 10h00 às 19h00, o programa é rico em atividades para miúdos e graúdos, com workshops de crochet, costura, tricot e bordado poveiro; demonstração dos passos do Ciclo do Linho; apresentação do livro infantil “A Areia e o Mar”, escrito por Cândida Luz e ilustrado por Cláudia Pinheiro; tertúlia “fios que a terra tece e o mar leva”, com Marta Vinhas e Sara Rocha, em parceria com o Centro do Clima; uma feira de artesanato e um concerto – arruada, entre muitos outros momentos a não perder.

Nesta que é a quarta edição, esta iniciativa, que conta com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, visa transmitir às novas gerações a arte de saber fazer e mostrar uma aprendizagem alinhada com os apelos à ecologia, ao consumo sustentável, à ideia de integração e pertença na comunidade, e à redução do consumismo desregulado.

Mês de junho: um mês de santos populares, arraiais e manjericos

Nestes 30 dias começa o verão, celebra-se o Dia de Portugal e dá-se importância ao meio ambiente.

Sabemos que quando pensamos em junho a imagem das bandeirinhas nos manjericos é a primeira a vir à cabeça. As músicas tipicamente portuguesas a tocarem nos arraiais até ao raiar do sol, as sardinhas assadas no pão, a presença do Santo António, do São João e do São Pedro. E sim, são as festas mais esperadas do ano, mas o mês de junho oferece-nos muito mais para celebrar

1 de junho – Dia da Criança

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As crianças são a alegria deste mundo. São inocentes, puras, brincalhonas, felizes com a simplicidade da vida. As crianças inspiram-nos com a sua espontaneidade e a sua presença traz cor às nossas vidas. 

O Dia da Criança foi definido um ano depois do congresso da Federação Democrática Internacional das Mulheres, que se deu em Paris, em 1949. Em 1950 nascia oficialmente o dia da criança: um dia criado para sensibilizar os direitos destes pequeninos seres, da importância de terem boas condições de vida, boa educação, suporte familiar e um desenvolvimento e crescimento saudáveis.

3 de junho – Dia Mundial da Bicicleta

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Têm-se visto mais bicicletas nas estradas a cada dia que passa. A consciência coletiva está a aumentar em relação às emissões de gases e dióxido de carbono, e estamos a caminhar (ou a dar aos pedais) para um futuro mais ecológico e sustentável

O Dia Mundial da Bicicleta foi instituído pela Organização das Nações Unidas a 3 de junho para que as bicicletas estejam cada vez mais presentes na vida quotidiana dos cidadãos do mundo, e construir, assim, um planeta mais saudável, seguro e com uma redução da pegada ecológica

4 de junho – Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão

Infelizmente existem muitas crianças que são vítimas de agressão ao longo do seu crescimento,  em contextos de guerra, de sequestro ou violência sexual. As crianças são as mais afetadas pelo contexto atual em que vivemos, onde a guerra não cessa, devido à sua vulnerabilidade e incapacidade de defesa.

Desta forma, foi criado a 19 de agosto de 1982, na Assembleia Geral da ONU o Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão, onde se pede consciência e reflexão sobre o sofrimento das crianças, assim como a sua proteção, e evoca-se a Convenção dos Direitos da Criança.

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5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente e Dia Mundial da Corrida

O Dia Mundial do Ambiente é o dia mais conhecido no que toca às celebrações no âmbito ambiental e climático. Foi criado a 1974 e desde então que a sua ação tem vindo a crescer, envolvendo governos, grandes empresas, corporações e cidadãos de todo o mundo que lutam para concentrar os esforços necessários de forma a combater as problemáticas da questão ambiental, que perduram desde sempre. 

O excessivo calor, as grandes inundações, a seca, as terríveis tempestades, ciclones, terramotos e tsunamis, entre outras catástrofes naturais são postas debaixo do holofote para que se arranjem soluções num restauro dos ecossistemas de forma a que o mundo se harmonize e caminhe na direção certa em termos ambientais.

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Sabemos a importância de fazer exercício para a nossa saúde física, mental e psíquica. E neste Dia Mundial da Corrida o ideal é celebrá-lo com uma corridinha. A corrida é um dos desportos mais praticados em todo o mundo e os seus adeptos têm vindo a aumentar. 

Este dia é celebrado na primeira quarta feira de junho desde 2009, onde a celebração começou nos Estados Unidos da América e se espalhou pelo resto do planeta. No ano de arranque desta celebração, correram mais de dois milhões e meio de participantes, nos seus respetivos países, para todos juntos promoverem um estilo de vida dinâmico, saudável e ativo

8 de junho – Dia Mundial dos Oceanos

oceano

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Os oceanos são considerados os preciosos pulmões do planeta. A sua importância no nosso quotidiano é muitas vezes esquecida, e para que nos possamos relembrar (pelo menos uma vez por ano), surgiu este dia de comemoração. 

O Dia Mundial dos Oceanos é assinalado em diversos países depois da célebre Conferência sobre o Ambiente e Desenvolvimento, em 1992, no Rio de Janeiro, Brasil. Neste dia existe uma celebração com um evento temático onde participam pessoas de todos os cantos do mundo, desde cientistas, executivos do setor privado, ativistas, celebridades e representantes da sociedade civil para colocar o oceano em primeiro lugar e dar-lhe a devida importância e cuidado. 

10 de junho – Dia de Portugal, de Camões, e das Comunidades Portuguesas

portugal

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Este dia é especial. Este dia é o dia em que celebramos muito mais do que um país. É um dia em que celebramos uma nação, uma comunidade, uma família grandiosa que já viveu muito desde que nasceu. Este dia especial é também o dia da morte do mais célebre autor português, o que relatou o caminho marítimo para a Índia, o que escreveu “o amor é um fogo que arde sem se ver”, o que ainda hoje inspira os corações dos portugueses: Luís de Camões

Este feriado de 10 de junho honra Luís de Camões, honra Portugal e todas as comunidades portuguesas presentes em todo o mundo. No mundo linguístico, o português é a língua oficial de nove países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e de Macau e tem um total de aproximadamente 260 milhões de pessoas a falarem o nosso idioma.

13 de junho – Dia de Santo António (Santos Populares)

Santos populares

Wikimedia commons

Este famoso Dia de Santo António começa por se celebrar na noite anterior, no dia 12. As festas e arraiais começam no início da noite e duram dois dias, onde as marchas populares na Avenida da Liberdade ganham maior destaque, onde Alfama se enche de pessoas sem haver espaço para esticar as pernas, e onde o bairro da Graça, Mouraria ou Madragoa vão pelo mesmo caminho. No Dia de Santo António comem-se sardinhas assadas, caldo verde, bebe-se cerveja e dança-se e canta-se até ser de manhã.

Dá-se também a famosa procissão de Santo António, que sai da sua igreja em Alfama, junto à Sé de Lisboa, no local onde nasceu, por volta de 1193.

12 de junho – Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil

trabalho infantil

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O dia 12 de junho é comemorado com o intuito de apelar às comunidades uma maior justiça social e a erradicação do trabalho infantil, que viola os Direitos Humanos da Crianças. O trabalho infantil está a aumentar pela primeira vez nos últimos 20 anos e é hora de agir contra esta violenta tendência, e aumentar a tomada de consciência sobre a importância da saúde física e mental dos mais pequenos. 

Este dia foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), no ano de 2002, onde foi apresentado o primeiro relatório global sobre o trabalho infantil, na Conferência Internacional do Trabalho. 

13 de junho – Dia Internacional de Consciencialização sobre o Albinismo

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O termo albinismo deriva do latim albus, que significa branco e consiste numa diferença de pigmentação da pele. É uma condição rara, herdada geneticamente e que não é contagiosa. Apesar do albinismo ser uma condição encontrada em ambos os géneros e em todos os países do mundo, ainda existem preconceitos e estigmas à volta do assunto.

O Dia Internacional de Consciencialização sobre o Albinismo veio em 2014 na Assembleia Geral das ONU para ajudar a reduzir o preconceito de que os albinos são vítimas, para aumentar a sua inclusão a todos os níveis, reduzir os estigmas sociais e apoiar os albinos na sua integração na sociedade. 

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15 de junho – Dia Mundial do Vento

O vento é um excelente recurso para a produção de energias renováveis e o Dia Mundial do Vento é criado exatamente com esse intuito: para que se descobre as suas potencialidades e as vantagens da energia eólica

Esta efeméride foi criada em 2007 pela Wind Europe em parceria com o Global Wind Energy Council (GWEC) e tem vindo a ter impacto a nível nacional visto que em Portugal se tem verificado um crescimento contínuo das centrais eólicas assim como uma melhor abordagem aos recursos endógenos e renováveis.

17 de junho – Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca

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Os ecossistemas de terras secas cobrem uma área gigantesca que muitos de nós não temos conhecimento: mais de um terço da área terrestre do mundo. Este triste facto demonstra a importância do Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca.

Os humanos e as suas ações inconscientes são os principais responsáveis pela desertificação, o que traz a urgência deste dia 17 de junho: trazer consciência à opinião pública sobre este problema e dar um passo da direção oposta às más práticas de irrigação, desflorestação e exploração do solo.

20 de junho – Dia Mundial do Refugiado

refugiados

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Nos tempos em que vivemos, o tema dos refugiados está quase sempre em cima da mesa. Nos tempos em que vivemos, o Dia Mundial do Refugiado tem ainda mais importância. 

Esta data foi designada pela Organização das Nações Unidas de forma a homenagear as pessoas refugiadas em todo o mundo, a homenagear a sua coragem, determinação e força que têm ao serem forçadas a deixar o seu país de origem para fugir à guerra, a conflitos ou perseguições.

Neste dia 20 de junho é o dia em que se pode fazer a escolha de incluir os refugiados nas comunidades onde eles se encontram, de lhes oferecer uma mão amiga, de se ser solidário, empático e altruísta. Ao apoiarmos os refugiados na reconstrução das suas vidas estamos também a contribuir para um país mais coeso, humanitário e cooperante.

21 de junho – Dia Mundial do Skate e Dia Internacional do Yoga

skate

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O 21 de junho é o dia para os skaters. São os que andam nas tábuas de duas rodas que festejam este dia: o Dia Mundial do Skate. A prática de skate surgiu no final dos anos de 1800, na Califórnia, Estados Unidos, tendo sido inspirada no surf. Passou das águas para a terra e hoje em dia é um meio de deslocamento para muitos adeptos. 

Este dia serve para destacar o impacto positivo que a prática de andar de skate tem nos seus fãs e como se tornou também uma forma de expressão artística que estimula o movimento, a criatividade, dinamismo, e que une as pessoas

yoga

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Este dia 21 de junho é também o dia em que se celebra o Dia Internacional do Yoga, criado pela ONU. Yoga é uma palavra em sânscrito que significa “união” e é uma prática espiritual que tem como objetivo trazer harmonia, felicidade e bem-estar ao praticante. Quem pratica yoga sente-se mais equilibrado entre a mente e o corpo, com menos stress, mais regenerado e com uma melhor saúde física e mental. O yoga é para todos e para todas as idades. 

E é neste dia que podemos dar o passo para uma vida com mais harmonia connosco próprios e com o planeta Terra, referindo as Nações Unidas que “o yoga é para a humanidade”. O yoga enfatiza os valores de atenção plena, disciplina, moderação, consciência e perseverança e este efeméride relembra-nos de todos os pontos positivos da prática de yoga. 

23 e 24 de junho – São João (Santos Populares em Vila do Conde)

A festa  dos Santos Populares continua quase no final do mês, desta vez mais a norte do país. Os Santos Populares no Porto festejam São João com arcos, balões e manjericos, com brindes e festa até ao amanhecer, boa comida e os famosos martelinhos de plástico que todos levam nas mãos para bater na cabeça dos companheiros e vizinhos. 

A festa celebra-se com fogo de artifício lançado à meia-noite, em pleno rio Douro e com balões de ar quente cheios de cores. A alegria é contagiante e espalha-se pelos bairros mais tradicionais, como Fontainhas, Ribeira, Massarelos, Miragaia, entre outros. 

25 de junho – Dia Mundial do Marinheiro 

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Quem escolhe a profissão de marinheiro escolhe uma profissão de honra, onde tem a oportunidade de contribuir para a proteção do ambiente marinho e para o comércio internacional e na economia mundial. 

Foi proclamado o Dia Mundial do Marinheiro na Conferência Internacional sobre Normas de Formação, de Certificação e de Serviço de Quartos para os Marítimos (STCW), no ano de 1978, em Manila, nas Filipinas, e ainda hoje é celebrado para reconhecer a importância desta atividade profissional e dos riscos e sacrifícios que os marinheiros correm ao exercerem a sua profissão.

29 de junho – Dia de São Pedro (Santos Populares)

O mês acaba da melhor forma: com mais uma das festas populares. Agora é a vez das festas de São Pedro, comemorado na Póvoa de Varzim. Neste dia em Évora é feriado municipal e todos saem à rua para celebrar. Nesta festa salta-se à fogueira, oferece-se ao nosso amor um vaso de manjerico acompanhado com um poema de amor, festeja-se a alegria, a noção de comunidade e  o solstício de verão que se vive no mês de junho. Porque junho, é um mês de festa!

Retirado do Idealista – Adaptado por Dicas Imobiliárias

Confira as 7 raças de cães mais bem comportadas, segundo especialistas

Ter um cão é uma grande alegria, mas também um grande compromisso. Treinar um novo filhote exige paciência, pesquisa e consistência. Contudo, existem algumas raças de cães que são altamente recetivas ao treinamento, enquanto outras podem ser mais independentes e resistentes.

Confira sete raças cachorros mais dóceis e fáceis de treinar, segundo a análise de especialistas:

Labrador Retriever

Labrador Retriever (Freepik)

Labrador Retriever (Freepik)© Fornecido por Pet é Pop

Uma das raças mais populares e bem-comportadas nos Estados Unidos. Conhecidos por serem amigáveis, inteligentes e ansiosos para agradar, esses cães se destacam no treinamento. Com uma alta necessidade de exercício e estimulação, os Labradores precisam de atenção constante para evitar comportamentos destrutivos. Sua lealdade e temperamento amigável os tornam excelentes animais de serviço e ótimos companheiros para famílias.

Golden Retriever

Golden Retriever (Freepik)

Golden Retriever (Freepik)© Fornecido por Pet é Pop

Os Goldens são famosos por sua natureza amigável e obediência, criados como cães de caça, eles são inteligentes, fortes e desejam companhia. Goldens são ótimos com crianças e gostam de ser incluídos em atividades familiares. Sua paciência e capacidade de aprender rapidamente fazem deles animais de estimação ideais para lares ativos.

Cavalier King Charles Spaniel

Cavalier King Charles Spaniel (Freepik)

Cavalier King Charles Spaniel (Freepik)© Fornecido por Pet é Pop

Para os amantes de cães pequenos, este cãozinho é uma escolha excelente. O Cavalier King Charles Spaniel é conhecido por ser afetuosa e sociável, ideal para famílias, idosos e donos de cães de primeira viagem. Com um temperamento amigável e facilidade para fazer amigos, os Cavaliers se adaptam bem a diferentes ambientes e são naturalmente obedientes.

Border Collie

Border Collie (Freepik)

Border Collie (Freepik)© Fornecido por Pet é Pop

O Border Collie é uma das raças mais inteligentes e enérgicas do mundo. Criados para pastorear, esses cães precisam de muito estímulo mental e físico. Com treinamento adequado, eles se adaptam bem a vários tipos de lares, desde fazendas até ambientes urbanos. Border Collies são extremamente leais e oferecem muita obediência quando suas necessidades são atendidas.

Bernese Mountain Dog

Bernese Mountain Dog (Freepik)

Bernese Mountain Dog (Freepik)© Fornecido por Pet é Pop

O Bernese Mountain Dog é um gigante gentil conhecido por sua paciência e facilidade de treinamento. Criados como cães de trabalho na Suíça, esses cães são fortes, inteligentes e adoram estar com pessoas. Embora seu tamanho exija treinamento adequado, sua natureza doce e obediente os torna excelentes companheiros para famílias.

Poodles

Poodles (Freepik)

Poodles (Freepik)© Fornecido por Pet é Pop

Os cães da raça Poodles são inteligentes, sociáveis e ativos, disponíveis em vários tamanhos. Com uma pelagem hipoalergênica e um temperamento amigável, eles são ideais para famílias e donos que procuram um cão obediente e treinável. Poodles necessitam de estímulo mental constante e respondem bem a novos truques e desafios.

Beagle

Beagle (Freepik)

Beagle (Freepik)© Fornecido por Pet é Pop

Com sua aparência adorável e personalidade amigável, o Beagle é um excelente animal de estimação para a família. Embora sejam inteligentes, podem ser teimosos e exigem treinamento consistente. Seus fortes instintos de caça requerem exercícios e estímulos regulares. Beagles são excelentes com crianças e, com o treinamento adequado, se tornam companheiros leais e bem-comportados.

Retirado do MSN – Adaptado por Dicas Imobiliárias

São João em Vila do Conde Promete 24 Dias de Animação e Tradição

A festa de São João em Vila do Conde promete ser uma celebração inesquecível este ano, com 24 dias repletos de animação, tradição e muita alegria. De 1 a 24 de junho, a cidade acolherá um programa diversificado que inclui concertos, desfiles, exposições e festas de rua.

Os grandes nomes do cartaz deste ano são Mariza, Rui Veloso e Emanuel, que prometem atrair multidões. A festa começa a 1 de junho com a inauguração das iluminações e uma Noite de Fados com Mariza no Cais da Alfândega. No dia 2, a exposição dos Mastros de S. João, representando as 21 freguesias do concelho, será inaugurada na Praça da República e permanecerá até ao final das festividades. A noite termina com o Desfile de Mordomas e Etnográfico na praça Vasco da Gama.

O programa musical continua com os concertos de Expensive Soul no dia 8, Carlão no dia 14, e Rui Veloso no dia 15, todos às 21h30 no Cais da Alfândega.

A tradição local brilha no dia 17, quando os ranchos Monte e Praça cantam a S. João, no monte do Mosteiro e no adro da Igreja Matriz, respectivamente. No dia 19, são inauguradas as 12 cascatas feitas pelos moradores nas ruas da zona histórica, uma exibição de criatividade e devoção.

A comunidade das Caxinas terá um concerto especial de Bárbara Bandeira no dia 22, junto à Igreja do Senhor dos Navegantes.

A noitada de S. João, no dia 23, é um dos momentos mais aguardados. A festa começa com as marchas luminosas dos dois ranchos locais, com quase 500 participantes e mais de uma dezena de carros alegóricos. A rivalidade amigável entre Monte e Praça assegura um espetáculo de alta qualidade. A noite culmina com fogo-de-artifício no Estuário do rio Ave à 1h30, seguido de um concerto de Emanuel às 2h00 no Cais da Alfândega.

A festa de rua continua com sardinhas assadas, manjericos, farturas e milhares de pessoas a desfrutar do ambiente festivo. Os carrosséis estarão disponíveis na avenida do Ave, junto ao rio, de 13 a 25 de junho.

No dia 24, dedicado ao padroeiro de Vila do Conde, haverá missa solene e procissão às 17 horas. A noite termina com a tradicional ida dos ranchos à praia e uma sessão de fogo preso à meia-noite na Praça D. João II, encerrando as festividades com chave de ouro.

Venha celebrar o São João em Vila do Conde e participe nesta festa que une tradição e muita animação!

“Só volto para os EUA numa urna”: após se ter mudado para Portugal com o marido, esta americana diz que nunca mais regressará ao seu país

Eles sempre planearam mudar-se para outro país que não os EUA quando se reformassem, mas quando a pandemia de Covid-19 chegou em 2020, Cynthia Wilson e o marido, Craig Bjork, sentiram-se obrigados a adiar os seus planos.

A parelha, que se casou em 2009, já tinha escolhido Portugal como o seu destino após terem procurado no Google “melhores sítios para os americanos se reformarem” e terem descoberto que o país europeu – que Wilson nunca tinha visitado – estava num lugar cimeiro da lista.

“É engraçado, porque já visitei uns 33 países e quase todos no noroeste da Europa”, diz Wilson, natural de Seattle, no estado de Washington, à CNN Travel. “Estive em países como a Estónia, mas não sabia quase nada sobre Portugal.”

Momento ‘a-ha’

Cynthia Wilson e o marido Craig Bjork mudaram-se dos EUA para a Marinha Grande, situado no distrito de Leiria, em Portugal, há pouco mais de dois anos

Por sorte, o marido de Wilson, um ex-marine dos EUA, “sabia tudo sobre Portugal”.

“Para mim foi um momento a-ha”, diz a ex-chef e dona de um restaurante, explicando que Bjork tinha estado estacionado em Lisboa no final da década de 1970 e que “tinha-me contado histórias sobre a vida dele lá”.

O casal, que se conheceu quando ambos estavam na casa dos 50 anos, começou por se conectar pela paixão de ambos em viajar, e Wilson diz que isso se tornou “uma conversa sem fim” desde então.

“Começámos a falar sobre as nossas viagens”, recorda. “E ainda continuamos a falar sobre as nossas viagens.”

Assim que se casaram, Wilson e Bjork, que na altura estavam a viver no Kansas, começaram a pensar mais seriamente no tipo de vida que queriam ter quando se reformassem.

“Ambos víamos os nossos pais a gastar as suas poupanças todas e pensões em cuidados médicos”, diz Wilson, explicando que fizeram muita investigação sobre o custo de vida em Portugal e que descobriram que era mais favorável.

“E, em Portugal, podíamos manter o nosso dinheiro para viagens. Éramos obrigados a ter um seguro de saúde médico privado como parte do nosso processo de visto. Mas também teríamos acesso ao sistema nacional de saúde, em particular para hospitalizações.”

Wilson e Bjork, que dantes geriam uma roulotte de comida chamada LumpiaPalooza e o Cafe Parsnipity em Wichita, no Kansas, inicialmente deram a si próprios seis anos “para planear e sonhar com a mudança para Portugal”-

Contudo, optaram por acelerar as coisas “em vez de nos endividarmos para manter o nosso negócio à tona” durante a pandemia.

“Decidimos reformar-nos dois anos mais cedo”, explica Wilson. “Então pedimos a reforma em 2020 e começámos a tratar da papelada.”

O casal candidatou-se a um visto D7, também conhecido como “visto de reforma”, que os obriga a cumprir requisitos específicos, incluindo ou uma prova de compra de uma casa no país ou um contrato de arrendamento de pelo menos 12 meses.

Espírito de comunidade

O casal na celebração do primeiro aniversário de Wilson passado em Portugal com amigos

Dedicaram muito tempo e energia a escolher a cidade onde iriam viver, eventualmente optando pela pequena cidade da Marinha Grande, situada na Costa da Prata, famosa pela praia de surf Nazaré.

Wilson explica que estavam empenhados em mudar-se para um sítio onde pudessem integrar-se na comunidade local e passar tempo com pessoas portuguesas em vez de estarem com outros americanos.

”Muitas pessoas que se mudam para Portugal gostam de se autointitular ‘expats’ e passam o tempo em ‘meetups’ onde podem queixar-se a outros ‘expats’ de como ninguém em Portugal fala inglês, de como não conseguem encontrar aquela marca exata de feijão enlatado e acusar os ‘nativos’ de serem impossíveis de conhecer”, conta.

“Não era esta a vida que nós queríamos. Queríamos ser imigrantes, pessoas que se mudam para um novo país para se tornarem parte da cultura e da comunidade desse país.”

Assim que os seus vistos foram aprovados e que as restrições gerais por causa da Covid foram levantadas, o casal mudou-se para a Marinha Grande, que tem uma população de quase 40 mil pessoas, em janeiro de 2022.

Inicialmente ficaram num Airbnb, que lhes custavam cerca de 800 dólares por mês, e depressa deram por si a receber alguns dos amigos com quem tinham comunicado através de uma página de Facebook da cidade antes da viagem.

“Eu cozinhava o jantar no nosso Airbnb duas ou três vezes por semana para os nossos amigos portugueses”, conta Wilson, antes de acrescentar que foram calorosamente recebidos pelos locais, que pareciam ficar intrigados com eles.

“As pessoas nunca nos viram como americanos”, diz Wilson. “Acho que não nos conseguiam identificar de todo. Raramente nos consideravam americanos e nós estávamos à vontade com isso.”

Assim que o casal começou a instalar-se na sua nova vida, Wilson, que se descreve como uma “perfecionista”, debateu-se com o facto de ter tanto tempo em mãos.

Reforma antecipada

Wilson e Bjork têm estado a viver alegremente em Portugal desde 2022

“A reforma tem sido difícil para mim”, admite. “Porque sou uma pessoa ‘tipo A’. Durante toda a minha vida trabalhei, trabalhei, trabalhei. Tenho uma lista e vivo de acordo com essa lista.” 

“E agora é do estilo, nem sequer sei em que dia da semana estou. E isso tem sido uma luta. Mas estou no sítio certo para gerir isso. Porque é bastante OK aqui. Ninguém,me olha com desprezo por não estar a correr para todo o lado a tentar alcançar, alcançar e alcançar.”

Wilson e Bjork estão atualmente a ter aulas de português fornecidas pelo governo. Contudo, Wilson admite que aprender uma nova língua não tem sido fácil.

“A língua portuguesa é muito difícil”, diz Wilson, explicando que fala japonês e espanhol, bem como “alemão, dinamarquês e francês ao nível de turista”.

“Sou muito bom com línguas. Mas o português é um desafio para aprender. Não achamos que seja fácil. Achamos que é gerível. Algumas pessoas, especialmente pessoas da nossa idade, não a consideram gerível.”

O casal também teve de mudar a forma como abordam as pessoas, em particular quando precisam de lhes perguntar sobre coisas como lojas, após terem reparado que a sua abordagem direta nem sempre era bem recebida.

“Os meus amigos portugueses ensinaram-me que primeiro é preciso reconhecer a humanidade das pessoas”, diz Wilson,

“E isso faz-se dizendo ‘Bom dia, como está?’ E elas dizem ‘Estou bem, e a senhora?’ E assim que se faz isso, é como uma chave mágica que nos abre a porta a um bom serviço.”

Wilson explica que considera esta atitude uma lufada de ar fresco, já que o foco está solidamente nas pessoas e nas relações interpessoais.

“A ética delas não é primeiro o emprego ou primeiro o dinheiro”, acrescenta. “A ética delas é a família e o lazer… E isso é revigorante, ver as pessoas a valorizarem as relações acima de uma corrida de ratinhos. O ratinho aqui morreu, não há espaço para isso.”

Wilson abraçou calorosamente o estilo de vida português em particularmente o foco na comida, que é há muito uma grande parte da sua vida.

“As pessoas comem juntas a toda a hora”, diz. “Domingo é considerado o dia da família. Então há uma grande refeição de família em que as mães e os pais e toda a gente se juntam para comer.”

“As mulheres portuguesas da minha idade estão sempre a cozinhar. Passamos muito tempo com elas a aprender sobre comida portuguesa.”

Embora Wilson e Bjork tivessem originalmente planeado usar Portugal como “ponto de partida” para viajar pelo resto da Europa, têm dado por si demasiado ocupados a lidar com todas as tarefas inerentes à mudança para um novo país para se aventurarem para muito longe.

“Há muita coisa para fazer”, diz Wilson. “Desde as coisas do governo, obter o teu cartão de residência. Depois é preciso transferir a carta de condução para cá e encontrar um carro [se conduzir].”

“É preciso comprar tudo [para a casa]. E tem de se tratar de tudo para a assistência médica e para ter acesso aos serviços públicos. É realmente um grande processo.”

O fator da acessibilidade

Bjork num piquenique de domingo no verão passado com os amigos Dulce Silva e Sérgio Carvalho

Quando questionada sobre se ela e o marido consideram Portugal mais acessível, Wilson refere que tudo depende das suas próprias experiências, destacando que os seus amigos portugueses “reagem um pouco” quando eles comentam o quão mais baratas as coisas são, que não são necessariamente baratas para eles.

“Cometemos esse erro”, admite. “Quando cá chegámos pela primeira vez, dizíamos ‘Oh, isto é praticamente de graça’. E tivemos de parar de dizer isso, porque estávamos a ofendê-los.”

Wilson sublinha que o que parece acessível para eles pode não ser muito acessível para um trabalhador português que ganha o salário mínimo.

“Muitas pessoa ganham o salário mínimo”, acrescenta. “E portanto… sim. Para os americanos, é barato viver aqui, se não viveres em Lisboa, no Porto ou no Algarve.”

“Esses sítios são o correspondente a tentar viver em São Francisco ou em Manhattan. Essas são cidades caras. Portanto se o desejo for viver num desses sítios, terão de pagar três vezes mais do que o que nós pagamos, provavelmente, em renda, comida, tudo.”

Durante a sua estadia em Portugal, o casal adotou duas gatas de rua, grandiosamente batizadas Doce Florabela de Portugal e Rainha Jóia Fofa Maria da Silva, através de uma organização sem fins lucrativos chamada The Kitten Connection.

Wilson tem estado a preparar comida para um evento de angariação de fundos que a organização está a alinhavar e também tem dado aulas de culinária regulares a um adolescente local.

“Ele adora comida asiática e não é assim tão fácil encontrar isso na Marinha Grande”, explica. “Então ocorreu-me esta ideia de que ele poderia aprender a cozinhá-la comigo.”

Ela e o marido organizam regularmente jantares, incluindo uma celebração anual do Dia de Ação de Graças, e participam em eventos locais, como concertos infantis e jogos desportivos.

Fazer parte de uma comunidade tão unida tem sido um sonho tornado realidade para Wilson, que diz que se cruzam quase sempre com alguém que conhecem quando saem de casa.

“Estamos aqui há mais de dois anos e estamos cada vez mais felizes com a decisão que tomámos”, adianta Wilson.

“Temos muitos amigos portugueses que nos têm ajudado a cada passo e que nos abriram as portas das suas casas e dos seus corações.”

‘Zero problemas’

Antes de se mudar para Portugal, Wilson estava muito cansada do clima político nos Estados Unidos, e estava particularmente preocupada com a violência armada.

“Eu digo às pessoas ‘Nós fugimos do país’”, conta. “A forma como tudo se estava a desenrolar… sentíamo-nos indignados e revoltados a cada minuto do dia.”

Desde que se mudou para Portugal, Wilson não voltou aos EUA e diz que não tem quaisquer planos para algum dia regressar.

“Voltarei para os EUA numa urna. Ponto final”, sublinha. “Não há literalmente nada que me fizesse sentir na obrigação de voltar aos EUA.”

Apesar de Wilson sentir falta da família e dos amigos, diz que é uma aventureira de gema e que nunca pretendeu passar o resto dos seus dias na América.

“Algumas pessoas já me perguntaram como é que pude deixar os meus filhos ou o que é que os meus filhos pensam sobre isto”, diz ela, sublinhando que os filhos já são adultos que têm as suas próprias vidas.

“E eu sempre viagem a vida toda sem eles, deixava-os e ao meu marido para ir viajar durante duas semanas por ano, todos os anos. Simplesmente porque isso era importante para mim.”

“Sou uma pessoa um pouco boémia. Por isso os meus filhos não esperavam nada menos do que [eu] fazer estas viagens, como se fosse algo estranho.”

Wilson e Bjork dizem que tiveram “zero problemas” desde que se mudaram para Portugal e que não podiam estar mais felizes.

Na verdade, as coisas correram tão bem que os outros são por vezes céticos quando eles partilham as suas experiências.

“As pessoas dizem ‘Tu vês tudo com um filtro cor de rosa’. Mas é tudo tão perfeito quanto eu o descrevo”, diz Wilson.

“O processo desenrolou-se sem qualquer problema para nós. Não é que isso aconteça assim com toda a gente – eu sei disso. Mas vou celebrar o que conseguimos. E o que temos tido é uma ótima experiência.”

Noticia Retirada da CNNPortugal

Cartão de saúde europeu: o que é e para que serve?

Precisar de cuidados de saúde no estrangeiro não tem de ser um problema. O CESD vai facilitar-te a vida. Conhece já este cartão.

Ir de férias sem qualquer tipo de preocupação é o objetivo de todos nós. No entanto, mais vale prevenir do que remediar e, por esse motivo, se vais viajar para fora do país aconselhamos-te a requerer o cartão europeu de saúde de doença (CESD).

Este cartão vai permitir que, caso tenhas necessidade de recorrer a cuidados de saúde em qualquer país da União Europeia, terás acesso a esses cuidados sem que sejas obrigado a regressar a Portugal antes do esperado por motivo de doença ou acidente. Ele também pode ser usado na Suíça, Noruega, Reino Unido, Islândia e Liechtenstein

Contudo, o CESD apenas te dá acesso a serviços públicos ou convencionados. Caso queiras recorrer a uma unidade privada, convém que tenhas um seguro de saúde. Em seguida, vamos ajudar-te a esclarecer todas as dúvidas que possas ter quanto a este tema. Toma nota.

Em que situações posso usar o CESD?

Turista doente

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O cartão europeu de saúde de doença é um cartão de modelo único, gratuito e comum a todo o espaço da União Europeia e aos outros cinco países acima referidos. Ele foi concebido para simplificar a identificação do seu titular e da instituição responsável financeiramente pelos custos de cuidados médicos que venha a necessitar.

Desta forma, poderás utilizar o cartão em serviços de saúde como consultasurgências ou, até mesmo, medicação, nas mesmas condições que os residentes desse país. Mas atenção, pois apenas poderás utilizá-lo durante a tua estadia nesse país, seja de férias ou a trabalho. Ou seja, não podes simplesmente viajar com objetivo de obter tratamentos médicos.

No que respeita a unidades de saúde privadas, tal como já referimos, é melhor que tenhas um seguro de saúde, pois o CESD não cobre despesas nessas unidades.

Quem pode pedir o cartão europeu de saúde?

Família vai viajar

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Podem requerer o cartão europeu de saúde as pessoas que residem legalmente em Portugal e que cumpram um dos seguintes requisitos:

  • Beneficiar da Segurança Social (trabalhadores, pensionistas, desempregados e seus familiares).
  • Beneficiar de subsistemas de saúde públicos.
  • Beneficiar de subsistemas de saúde privados.
  • Ser utente do SNS (sem vínculo à Segurança Social ou a um subsistema de saúde).
  • Estar inscrito no Seguro Social Voluntário.
  • Ser trabalhador destacado no estrangeiro.
  • Ser ex-trabalhador no estrangeiro (atual pensionista regressado a Portugal).

Crianças e Jovens

As crianças e jovens devem também pedir o seu cartão europeu de saúde, uma vez que cada cartão é individual e cada membro da família deve ter o seu próprio cartão.

Onde e como pedir?

Podes pedir o teu CESD por via online ou presencialmente.

Mulher ao computador

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Pedido online

Na página da Segurança Social Direta, insere o teu número da Segurança Social (NISS) e a tua palavra-passe ou acede ao teu perfil com a chave móvel digital. Em seguida, entra no menu “Doença” e depois na opção “Obter Cartão Europeu de Seguro de Doença”. Por fim, clica em “Iniciar pedido” e segue as instruções.

Podes também fazer o pedido através da app Segurança Social + Próxima, selecionar a opção “Cartão Europeu de Seguro de Doença” e seguir as instruções.

Pedido presencial

Se preferires fazer o pedido presencialmente, poderás dirigir-te a um balcão de atendimento da Segurança Social ou a uma Loja do Cidadão. No caso de viveres nos arquipélagos, podes fazê-lo nos serviços do Instituto da Segurança Social dos Açores e do Instituto de Segurança Social da Madeira, IP-RAM.

Documentos necessários

O pedido do cartão de saúde europeu não exige muita documentação nem burocracia. Apenas necessitas de ter contigo o NISS, o Número de Utente do Serviço Nacional de Saúde e preencher o Formulário de Requerimento do Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD), disponível no site da Segurança Social.

Quanto tempo vou precisar esperar para receber o cartão?

Turista no aeroporto

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É rápido. Após submeteres o pedido, o CESD será enviado para a tua morada, por norma, entre 5 a 7 dias úteis. No entanto, caso precises viajar dentro de 10 dias e ainda não o tenhas recebido, podes pedir um Certificado Provisório de Substituição (CPS), que, tal como o nome indica, substitui o cartão durante 3 meses e garante-te os mesmos direitos.

Atenção: se fores viajar e te tiveres esquecido do cartão de saúde europeu em casa, ou se o perderes, e caso necessites de cuidados de saúde, podes pedir à Segurança Social que te envie o CPS para a unidade de saúde em que te encontrares nesse momento. 

Quanto vou pagar por medicamentos e serviços de saúde no estrangeiro com o CESD?

Ao recorreres a cuidados de saúde em qualquer um dos 27 Estados-Membros da União Europeia, assim como na Suíça, Noruega, Reino Unido, Islândia e Liechtenstein, irás pagar exatamente o mesmo que os cidadãos residentes no país onde te encontras. 

Prazo de validade e renovação

O cartão europeu de saúde de doença é válido por 3 anos, podendo, no entanto, ser definido outro prazo por conveniência dos respetivos subsistemas de saúde.

Após esse período, e de preferência nos 30 dias que precedem a data de validade, deves renovar o cartão seguindo os procedimentos definidos para o seu pedido inicial. Se tiveres urgência, podes efetuar o pedido de renovação antes de terminada a sua validade, indicando o número completo do cartão.

Retirado do Idealista – Adaptado por Dicas Imobiliárias

Festivais gastronómicos em Portugal que deixam água na boca

Celebra os sabores e as tradições dos principais festivais gastronómicos em Portugal.

Portugal tem uma grande diversidade gastronómica que celebra grandes tradições culinárias. Ao longo do ano, o país vibra com festivais gastronómicos que atraem tanto locais quanto visitantes, ansiosos por explorar o melhor da cozinha portuguesa.

Os festivais gastronómicos são fundamentais na celebração da herança culinária do país. São eventos que oferecem uma oportunidade única para explorar a diversidade e riqueza dos sabores portugueses, promovendo a gastronomia como um elo vital entre cultura, tradição e inovação. Os festivais não são apenas uma vitrine para os produtos locais e pratos típicos, mas também um palco para a criatividade dos chefs que continuamente reinventam a tradição.

Estes eventos, normalmente, estão inseridos nas festas populares que animam o país de norte a sul e representam momentos de partilha, aprendizagem e celebração da identidade portuguesa através da comida. Aventura-te por estes festivais e vem conhecer e saborear as tradições locais.

Os festivais que não vais querer perder

Os festivais gastronómicos em Portugal são a melhor oportunidade para dar a conhecer vários pratos típicos de uma região sem teres que sair do recinto. De norte a sul, Portugal oferece uma vasta agenda de eventos que prometem encantar os paladares mais exigentes. Destacam-se o Festival Nacional de Gastronomia em Santarém, Chefs On Fire no Estoril, a Feira de Gastronomia de Vila do Conde, o Festival Internacional de Chocolate de Óbidos, o Festival do Marisco de Olhão e o Festival da Sardinha em Portimão.

Cada um desses eventos é uma oportunidade única para mergulhar nas tradições locais e descobrir os sabores que definem as várias regiões de Portugal.

Festival Nacional de Gastronomia

Festivais gastronómicos em Portugal

Mais Magazine

É em Santarém que decorre um dos principais festivais de gastronomia. Considerado um dos mais antigos e prestigiados, o Festival Nacional de Gastronomia reúne os melhores pratos de todo o país e todos os anos é escolhido um tema para a celebração deste festival.

Em 2023, o tema escolhido foi “tradição com sabor a futuro” para a 42.ª edição daquele que é o mais representativo e antigo festival gastronómico em Portugal. A curadoria do evento está a cargo Rodrigo Castelo, embaixador para a gastronomia de Santarém e chef do premiado restaurante Ò Balcão.

O festival, com sede na Casa do Campino, contou com 30 produtores agro-alimentares, 20 doçarias, 18 stands comerciais e institucionais, 30 artesãos, oito restaurantes permanentes, diversas demonstrações gastronómicas, a presença de nove regiões de vinhos, uma zona dedicada ao vinho, duas cozinhas para demonstrações gastronómicas, espaço de petiscos com chefs de renome e uma área de banquetes para jantares especiais de assinatura reconhecida que preencheram, assim, os dias dedicados à cozinha portuguesa.

Chefs On Fire

Festivais gastronómicos em Portugal

Lisboa Secreta

O Chefs on Fire, no Estoril, parte de um conceito inovador que convida os melhores chefs nacionais e internacionais, a cozinhar exclusivamente com fogo, fumo e lenha ao som de bandas e artistas. 

Uma experiência única e imersiva, num ambiente familiar com um programa que acolhe avós, pais e garante um apoio dedicado e seguro para os filhos em todo o recinto.

O conceito procura promover os “boutique festivals”, um formato de menor escala, que certifica uma estrutura mais sustentável e se especializa numa oferta qualificada, onde a experiência é cirurgicamente desenhada em torno do cliente, para que seja tão confortável quanto entusiasmante.

Com uma visão a longo prazo, o Chefs on Fire é um festival que se coloca como um dos festivais mais sustentáveis de Portugal, com práticas habituais que asseguram esta posição, tais como: 

  • Sistema de replantação da lenha consumida;
  • Política zero plástico;
  • Seleção nacional endógena;
  • Combate ao desperdício alimentar.

Feira de Gastronomia

Festivais gastronómicos em Portugal

CM Vila do Conde

Vila do Conde é palco de uma das mais relevantes feiras gastronómicas do país. A Feira de Gastronomia de Vila do Conde tem como objetivo ser um espaço privilegiado da genuína gastronomia nacional.

Constituída por 5 restaurantes, petisqueiras, tabernas, mais de 70 stands para exposição e venda de produtos da gastronomia tradicional portuguesa, bares e esplanadas, livraria gastronómica, demonstrações, provas gastronómicas comentadas, exposições e outras manifestações paralelas. Este evento propõe um roteiro gastronómico pelos vários sabores das diferentes regiões do país.

Festival Internacional de Chocolate

Festivais gastronómicos em Portugal

Óbidos Turismo

O Festival Internacional do Chocolate transforma Óbidos na capital mundial do chocolate durante cerca de uma semana, este ano, foi março o mês escolhido para se celebrar o evento mais guloso do ano. 

Neste evento, os visitantes tinham oportunidade de degustar chocolates de diversas partes do mundo e observar chefs profissionais a criarem, com cacau, as melhores iguarias. 

O chocolate também esteve presente em sessões de showcooking, nas demonstrações realizadas pelos chefs de conhecidos restaurantes, chefs de pastelaria e de cozinha e alunos dos diferentes institutos formativos nacionais e internacionais. Foi ingrediente essencial nos cursos e concursos e esteve exposto nas mais diversas formas nos pontos de venda espalhados pelo recinto. 

Festival do Marisco

Festivais gastronómicos em Portugal

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Agosto é o mês escolhido para celebrar os frutos do mar com pratos que exaltam o frescor e a qualidade do pescado local. O maior evento gastronómico a sul do país volta a trazer ao Jardim Pescador Olhanense o melhor da gastronomia da região. 

O marisco será o principal protagonista no festival, confecionado da forma mais saborosa, como só os olhanenses sabem. Sapateiras, lagostas, lagostins, santolas, camarões, amêijoas, ostras ou conquilhas, entre outros, prometem deliciar os visitantes. Para além dos produtos do mar, a oferta está bem mais variada este ano, sendo também possível encontrar saladas, sopas (peixe e marisco) hambúrgueres e sandes diversas à venda no recinto.  

O recinto abre às 19h30 e a par com a gastronomia, acolhe artistas como Calema, Ana Moura, Plutónio, Diogo Piçarra e Maninho, com concertos a partir das 23h00.

Festival da Sardinha

Festivais gastronómicos em Portugal

Sul Informação

O Festival da Sardinha em Portimão é um evento anual que celebra a cultura gastronómica portuguesa, especialmente a sardinha, um prato icónico da culinária do país. O festival geralmente acontece durante o verão, normalmente em agosto, e atrai tanto moradores locais como turistas.

Durante o evento, os visitantes podem desfrutar de uma variedade de pratos de sardinha fresca grelhada na brasa, acompanhada de pão tradicional português e saladas coloridas. Além da comida deliciosa, há também música ao vivo, dança, apresentações culturais e atividades para toda a família. Este ano, o festival irá decorrer entre os dias 30 de julho a 4 de agosto e conta com grandes nomes da música portuguesa como Aurea, Sara Correia, Anjos, Richie Campbell, Marisa Liz e Delfins. 

O Festival da Sardinha em Portimão é uma celebração animada e colorida que destaca não apenas a rica tradição culinária de Portugal, mas também a hospitalidade e o espírito festivo do povo português.

Estes festivais não são apenas uma amostra da riqueza gastronómica do país, mas também uma forma de preservar e promover as tradições culinárias que são um pilar fundamental da cultura portuguesa.

Experiências únicas para saborear

Festivais gastronómicos em Portugal

Evasões

Os festivais gastronómicos em Portugal são mais do que simples eventos, são verdadeiras celebrações da identidade e diversidade culinária do país. Cada festival é uma porta aberta para um mundo de sabores, onde é possível não só provar pratos tradicionais e contemporâneos, mas também participar em atividades que engrandecem o património gastronómico nacional. A experiência vai além da degustação, transformando-se num verdadeiro espetáculo cultural que envolve todos os sentidos.

Esta experiência permite-te assistir a demonstrações de cozinha ao vivo por chefs de renome, a participar em workshops onde se aprendem os segredos da cozinha portuguesa e a fazeres parte de competições culinárias que desafiam amadores e profissionais.

Estas experiências proporcionam uma compreensão mais profunda da gastronomia como expressão cultural e artística, criando memórias inesquecíveis e um apreço renovado pela comida como elo de ligação entre as pessoas.

Produtos locais portugueses: as estrelas dos pratos

Em Portugal, o respeito e a valorização dos produtos locais são evidentes nos numerosos festivais que lhes são dedicados. Estes eventos são uma montra para os produtos de excelência que cada região tem para oferecer, desde o sabor intenso do fumeiro transmontano até à textura única do polvo capturado nas águas frias da Ericeira. A Feira do Fumeiro de Vinhais e o Festival do Polvo na Ericeira são outros dos exemplos de como os festivais desempenham um papel crucial na promoção e preservação das tradições gastronómicas locais.

Ao visitar estes festivais, os participantes têm a oportunidade de conhecer os produtores, aprender sobre as técnicas de produção e, claro, saborear os produtos em sua forma mais pura ou transformados em pratos inovadores por chefs locais. É uma forma de reconhecer e celebrar o trabalho árduo dos agricultores, pescadores e artesãos que mantêm viva a herança culinária portuguesa. Além disso, estes festivais contribuem para a economia local, atraindo turistas e amantes da gastronomia do mundo inteiro na procura de autenticidade e qualidade.

Visita aos festivais: planeamento

Festivais gastronómicos em Portugal

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Quando estás a preparar as tuas férias, é essencial consultares a agenda de festivais gastronómicos. Plataformas como Taste of Lisboa ou Viral Agenda oferecem informações detalhadas sobre os eventos, incluindo datas, localizações e o que esperar.

Ao planeares a viagem, considera as datas dos festivais para garantires que podes participar nos eventos que mais gostas. Além disso, muitos festivais requerem reserva antecipada, especialmente aqueles com workshops ou jantares especiais.

É importante também ter em conta a localização dos festivais. Portugal oferece uma variedade de ambientes, desde as praias ensolaradas do Algarve até as paisagens montanhosas do norte. Muitos festivais ocorrem em locais históricos ou pitorescos, proporcionando uma experiência ainda mais rica. A preparação adequada garantirá que a experiência nos festivais gastronómicos seja tão saborosa e memorável quanto a comida que irás degustar.

Além de serem uma excelente forma de atrair turistas e dinamizar a economia local, os festivais gastronómicos desempenham um papel crucial na preservação das receitas tradicionais e na promoção de novos talentos na culinária portuguesa. Com a sua capacidade de unir pessoas de diferentes gerações e culturas em torno da mesa, estes festivais são verdadeiros tesouros nacionais que merecem ser explorados e valorizados. 

Retirado do Idealista – Adaptado por Dicas Imobiliárias

Bandeira Azul será hasteada este ano em 8 praias poveiras e 6 vilacondenses

O concelho da Póvoa de Varzim foi contemplado com 8 distinções da Bandeira Azul, nas parias da Barranha (Estela), Paimó (Aguçadoura), Quião, Fragosa e Lagoa (Aver-o-Mar), e nas zonas urbanas Norte, Sul I e Sul II (cidade da Póvoa). Por sua vez em Vila do Conde, o galardão será hasteado nas praias de Labruge, Vila Chã, Mindelo, Árvore e nas duas frentes urbanas da cidade (sul e norte).

As oito praias poveiras e as seis vilacondenses são as mesmas que já nos anos anteriores registaram igual reconhecimento, e encontram-se entre os 92 locais certificados no Norte do país.

A lista definitiva deste título gerido pela Associação Bandeira Azul foi publicada, na terça-feira, e aprovada de acordo com diversos parâmetros, entre os quais critérios de natureza ambiental como a qualidade da água, segurança e conforto dos veraneantes.

Para o verão de 2024, Portugal terá hasteadas 440 bandeiras, das quais 398 em praias,19 em marinas e 23 em embarcações ecoturísticas”, divulgou a associação. A 1 de junho, a primeira bandeira será hasteada na Praia da Fontinha, no Porto Santo. Foto Associação Bandeira Azul.

Retirado do Mais Semanário – Adaptado por Dicas Imobiliárias

25 de Abril: o que mudou na habitação em 50 anos de democracia?

Habitação existente em Portugal duplicou. Mas há mais casas vazias e residências principais perderam peso, diz INE.

Há 50 anos, Portugal vivia um momento histórico, que punha fim à ditadura de Salazar, a mais longa da Europa Ocidental no século XX (48 anos). O dia 25 de abril de 1974 foi marcado pela Revolução dos Cravos, pela democracia e liberdade de expressão. E também abriu caminho para a reivindicação do direito à habitação, numa altura em que a falta de casas era ainda mais expressiva do que hoje, levando muitas famílias a viver em casas clandestinas, em bairros de lata improvisados, ou em imóveis sem condições. De lá para cá, muito mudou na habitação em Portugal: o negócio do crédito habitação fomentou a compra de casa própria e a construção floresceu, tendo duplicado o número de casas existentes em 50 anos e quase triplicado as casas disponíveis para venda ou arrendamento.

Mas as habitações de residência principal passaram a ter menor expressão do que na década de 70 por várias circunstâncias, nomeadamente falta de atratividade fiscal e alta carga burocrática na área do imobiliário. E também há mais casas vazias, sem rumo. Estas são algumas mudanças na habitação em Portugal em cinco décadas de democracia que são espelhadas nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que o idealista/news passou a pente fino na celebração dos 50 anos do 25 de Abril.

Mais casas e famílias em 50 anos de democracia 

Na época do 25 de Abril de 1974, viviam 8,6 milhões de pessoas em Portugal, que se reuniam em 2.345.225 agregados familiares, quase metade compostos por quatro ou cinco pessoas. Para estas famílias encontrar uma casa digna para viver era uma tarefa bem difícil na década de 70. Primeiro porque só havia 2.702.215 apartamentos e moradias construídas, ou seja, 1,15 casas por agregado, levando muitos a construir casas clandestinas em bairros de lata, principalmente, junto aos grandes centros urbanos de Lisboa e do Porto. E, depois, porque havia uma percentagem significativa de casas sem água canalizada, duche, instalações sanitárias, esgotos, eletricidade ou cozinha, tal como se pode concluir a partir de uma análise feita pelo idealista/news aos dados do INE consultados na

Pordata. https://datawrapper.dwcdn.net/1jpbl/4/

Desde então, a população portuguesa cresceu 20% chegando às 10,3 milhões de pessoas, segundo os dados do Censos 2021. E também há mais agregados familiares (4.149.096), muito embora sejam bem mais pequenos, sobretudo, formados agora por uma ou duas pessoas. Neste período, a construção de habitação em Portugal deu o salto, tendo mesmo duplicado a oferta de casas existentes entre 1970 e 2021, de tal forma que passou a haver mais 1,8 milhões de casas do que agregados familiares no país.

E embora continuem a existir problemas de conforto térmico e humidade nas habitações em Portugal, a qualidade das casas melhorou – e muito – nas últimas cinco décadas. “A ausência de eletricidade, água canalizada ou saneamento básicosão questões que se colocam de forma muito pontual, ao contrário do problema generalizado que ainda persistia em meados da década de 1970 e que afetava milhões de portugueses. Do ponto de vista habitacional, vivemos, certamente, muito melhor”, disse Gonçalo Antunes, professor e investigador na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (NOVA FCSH) da Universidade Nova de Lisboa.

Apesar deste aumento do parque habitacional existente, encontrar uma casa para viver continua a ser difícil para os portugueses hoje em dia. Os dados do INE mostram que só há 12% de casas vagas face ao total de apartamentos e moradias existentes. E, destas, menos de metade estão para venda ou arrendamento. As outras casas estão vazias por outros motivos. Perante o elevado número de casas vazias no país, o antigo Executivo socialista de António Costa aprovou o arrendamento coersivo de casas devolutas, uma medida que deverá ser revogada pelo novo Governo da Aliança Democrática liderado por Luís Montenegro, assim como outras medidas do Mais Habitação.

A par de tudo isto, as famílias deparam-se com um mercado habitacional mais competitivo, marcado por uma elevada procura face à oferta, que nos últimos anos tem feito escalar os preços das casas para comprar ou arrendar a ritmo muito superior ao crescimento dos salários. Depois de uma fase marcada por dinheiro barato, baixa inflação e facilidades nos empréstimos para comprar casa, o acesso ao crédito habitação também está agora mais difícil, sobretudo para quem tem baixos salários, uma vez que os juros se mantêm elevados, estando uma descida da Euribor, que impacta diretamente as prestações da casa, à vista apenas para o verão.

Habitação no 25 de abril

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Casas de residência principal perdem peso em 50 anos – mas casas de férias ganham

O número de moradias e apartamentos existentes em Portugal mais do que duplicou em 50 anos de democracia: em 2021 – data dos últimos Censos – contabilizaram-se 5.970.677 habitações existentes, mais 120% que os 2.702.215 alojamentos clássicos registados no ano de 1970. 

Importa ressalvar que, na altura, a legislação da propriedade horizontal criada em 1955 estava a dar os primeiros passos e o direito à habitação só ficou consagrado na Constituição de 1976, uma herança da Revolução de Abril.  Além disso, “a época do 25 de abril marca também uma época de generalização do acesso ao crédito, incentivando-se a aquisição de casas em regime de propriedade horizontal”, recordou Paulo Tormenta Pinto, arquiteto e professor catedrático no ISCTE, ao idealista/news.

Este crescimento do parque habitacional português permitiu, assim, alojar mais famílias, contabilizando-se mais de 4 milhões de habitações ocupadas enquanto residência principal (+84% face a 1970). Mas o aumento mais expressivo é visível nas casas de férias: se em 1970 só existiam 75.570, 50 anos depois passou a haver 15 vezes mais, superando 1 milhão de alojamentos sazonais.

A diferença é também visível analisando o peso das habitações de residência principal face ao total de alojamentos ocupados. Em 2021, só 5 em cada 10 casas correspondiam à primeira habitação (53% das casas ocupadas nesse ano). Esta proporção é bem inferior à registada na década de 70, já que na altura do 25 de Abril quase todas as casas ocupadas eram de residência principal (97%). Já o peso das casas de férias aumentou substancialmente em cinco décadas: em 1970, só 3% dos alojamentos familiares clássicos ocupados diziam respeito a residências secundárias ou de uso sazonal. Mas em 2021 a percentagem de casas de férias aumentou para 21%, ou seja, mais 18 pontos percentuais.

Este aumento das casas de férias ocupadas poderá estar relacionado com a chegada de mais estrangeiros ao país nas últimas décadas (e com maiores rendimentos), incentivados por programas como o vistos gold para investimento imobiliário e o regime de residentes não habituais (RNH), além da cultura, clima e boa qualidade de vida que Portugal oferece. Ambos os programas terminaram, o primeiro em outubro de 2023 com o Mais Habitação e o segundo com o Orçamento de Estado para 2024. E, ao que tudo parece permitir concluir, o fim destes programas já está a ter efeitos no mercado residencial português, em especial na procura de casas de luxo.

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Casas vazias em Portugal sobem 52% desde 1970

Quanto às casas vazias em Portugal, também houve um aumento quase em linha com a evolução das casas existentes, passando de 373.950 alojamentos vagos em 1970 para 723.215 em 2021 (+93%). Esta evolução espelha um crescimento das casas disponíveis para venda ou arrendamento, mas também das casas vazias e sem qualquer utilização, mostram os dados do INE:

  • Casas disponíveis para vender ou arrendar: na década de 70 havia apenas 126.535 alojamentos no mercado de compra e venda e arrendamento, um número que quase triplicou em 2021 para 348.097 habitações;
  • Casas vazias por outros motivos: nos anos 70 havia 247.415 casas vagas. Este número subiu 52% para 375.118 alojamentos vazios em 2021. Ou seja, há mais 127.703 casas vagas em Portugal do que há cinco décadas. As casas vazias de propriedade privada poderão continuar sem rumo, uma vez que o novo Governo de Montenegro quer revogar o  arrendamento coersivo de casas devolutas, sem dar outra solução para estes casos. 

Assim, as casas vazias sem destino continuam a pesar mais de metade do total de alojamentos familiares clássicos vagos mesmo 50 anos depois do 25 de Abril de 1974. E o aumento da oferta de casas existentes em Portugal está a ser mais absorvido por quem tem maior poder de compra para adquirir casas de férias do que por quem precisa de adquirir aquela que é a sua primeira habitação, é possível concluir a partir dos dados do INE.

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Portanto, a habitação em Portugal muito mudou em 50 anos de democracia. Mas ainda há muito que falta fazer, nomeadamente dar mais incentivos à compra da primeira casa, à remodelação e colocação de casas vazias no mercado e também à construção de mais habitações. Estes são alguns pontos que o novo Governo liderado por Luís Montenegro quer resolver na próxima legislatura, nomeadamente dando a isenção de IMT e imposto de selo aos jovens até aos 35 anos para comprar a sua primeira casa, colocando património público vazio no mercado da habitação e dar IVA de 6% na construção e reabilitação. Resta saber se vai conseguir implementá-las sem maioria parlamentar.

Retirado do Idealista – Adaptado por Dicas Imobiliárias

Ideias de piqueniques para a primavera: como organizar?

O calor e o bom tempo estão quase a chegar. Aproveita e desfruta dos primeiros piqueniques de primavera.

A primavera está ao virar da esquina e queremos que aproveites os dias mais longos para sair à rua. E qual a melhor maneira de celebrar esta estação do que com um piquenique em família ou com amigos?

Seja no jardim, no parque, na serra ou na praia, um piquenique é a oportunidade perfeita para relaxar, desfrutar da natureza e criar memórias especiais. Conhece a seguir a lista de ideias de piqueniques para a primavera e aproveita cada segundo.

Receitas fáceis para um piquenique na primavera  

mesa de piquenique

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Doces, salgados, bolos ou tortas são apenas estas algumas das sugestões para um piquenique de primavera no jardim. Procura manter a diversidade nos teus pratos e opta por petiscos leves, que são mais saudáveis e vão ajudar a manter-te bem disposto. Vejamos algumas sugestões: 

  • Brownie e gelados: com os dias a ficarem mais quentes, prepare um brownie de chocolate caseiro, sem glúten e sem leite ou derivados. Se o tempo estiver ameno, acompanha com uma bola de gelado à tua escolha ou com pedaços de fruta fresca. Cuidado para o gelado não derreter no transporte;
  • Salada mediterrâneajá experimentaste uma salada mediterrânea? É tão fácil de preparar e só vais precisar de tomate, pepino, cebola, azeitonas, coentros, queijo feta, pimentos, rúcula e cenoura. A salada de quinoa é também uma opção nutritiva e versátil. Ambas, podem ser temperadas com azeite, vinagre balsâmico e outras ervas aromáticas;
  • Húmus com palitos de vegetais: O húmus pode ser feito em casa para um toque personalizado. Para isso, deverás cozer grão de bico (previamente demolhado), juntar sumo de limão, tahini (pasta de sementes de sésamo), azeite, alho e cebola. Pode ser servido com palitos de cenoura, pepino ou marinheiras; 
  • Quiches para a primavera: podes preparar várias quiches para o teu piquenique de primavera. Experimenta, por exemplo, uma quiche de cogumelos, feita com massa folhada, cogumelos, alho-francês e queijo. Conserva num tupperware assim que tiverem arrefecidas, depois de terem saído do forno; 
  • Salada de fruta da época: poderás combinar uma variedade de frutas da estação, como morangos, ananás, kiwi e laranjas e terás uma salada de fruta colorida e saudável. Poderás adoçar com mel, juntar alecrim e sumo de limão para que aguente o calor dos dias mais agradáveis; 
  • Bolinhas energéticas: para quem quer manter a energia durante mais tempo, poderá preparar bolinhas energéticas para o piquenique. Junta ingredientes nutritivos como tâmaras, aveia, frutos secos e sementes e o resultado ficará à vista. São ainda uma ótima opção para um lanche rápido e saboroso para as crianças. 

Não te esqueças de preparar sumos naturais de laranja, beterraba ou maçã para o teu piquenique. Além dos sumos, convém ter sempre água suficiente para todos.

Como organizar um piquenique de primavera?

cesta de piquenique com frutas frescas

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Para organizar um piquenique durante a primavera deverás ter em atenção alguns pontos. Deves preparar o piquenique com antecedência, para que tudo seja perfeito. 

  • Escolher o lugar para o piquenique: a primeira coisa a fazer é escolher atentamente o local para o piquenique. Para não gastar dinheiro com deslocações, deverás optar por espaços verdes próximos da tua área de residência, como parques, jardins municipais ou outras áreas ao ar livre;
  • Estar atento às condições do tempo: caso queiras realizar um piquenique noutros locais, como por exemplo, na praia ou na montanha deves manter-te atento à previsão do tempo. Poderá ser interessante ativar os alertas no teu telemóvel, para que consigas perceber se existirão mudanças repetidas; 
  • Preparar os momentos de descontração: não é só a comida que conta nesta atividade familiar de primavera. Deverás organizar os jogos ao ar livre ou pequena sessão de leitura para tornar o piquenique ainda mais tranquilo;
  • Distribuir a atenção sobre as crianças: os mais velhos deverão manter o olho sobre as crianças. Deves preparar atividades específicas para os mais pequenos, como jogos interativos. Sugerimos que deixem os telemóveis de lado, para que consigam socializar sem os ecrãs. 

Ao organizar o piquenique de primavera não te esqueças de reunir sacos de lixo, para que possas fazer a respetiva separação dos resíduos. Obviamente o ambiente agradece.

O que levar na cesta do piquenique?

piquenique romântico no parque

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Convém organizar a cesta do piquenique para ter a certeza que levas tudo o que precisas. Eis aquilo que não pode faltar: 

  • Toalha ou manta, guardanapos, pratos, talheres e copos. É mais indicado e sustentável utilizar os itens que tenhas em casa em vez de comprar copos e pratos de plástico que são usados apenas uma vez; 
  • Abre-latas ou saca-rolhas para abrir as tuas bebidas preferidas; 
  • Arca frigorífica para que as bebidas estejam sempre frescas; 
  • Fogão a lenha ou barbecue pequeno a carvão para quem gosta de confecionar frango grelhado ou mini-espetadas durante o seu piquenique em família; 
  • Protetor solar para te protegeres dos raios intensos e spray repelente para mosquitos;
  • Kit de primeiros socorros, organizado com pensos rápidos, compressas, toalhitas desinfetantes, ligaduras, luvas, adesivos e soro fisiológico. Deve ter ainda um saco para o lixo e algumas pomadas ou sprays cicatrizantes; 
  • Câmara fotográfica para eternizar os melhores momentos do piquenique. 

Além das receitas para piqueniques que partilhamos contigo, convém ter alguns biscoitos, sanduíches ou salgados extra caso alguém sinta fome! Para proteger queijos ou outros lacticínios podes utilizar pequenos tupperwares ou recipientes que aguentem as temperaturas da tua arca frigorífica. 

Com tudo isto conseguirás ter o melhor piquenique durante esta primavera. Saí à rua e aproveita o bom tempo.