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Crédito habitação: qual a diferença entre spread base e contratado?

Margem de lucro do banco quando concede um crédito habitação é o spread. E pode ser reduzido se forem contratados outros produtos.

Num momento em que o crédito habitação para comprar casa está a ficar mais caro com a subida da Euribor, importa passar a pente fino todos os indicadores associados ao empréstimo da casa. Um deles é o spread, que é a margem de lucro do banco quando concede um crédito habitação. E há dois tipos de spreads a ter em conta: o spread base e o spread contratado. Mas quais são as diferenças entre eles? Explicamos tudo neste artigo.

Desde logo, importa saber que nos créditos habitação com taxa de juro variável, a taxa de juro do empréstimo – a chamada TAN (Taxa Anual Nominal – resulta da soma de duas componentes: o spread e a Euribor contratada (prazo a 3,6 ou 12 meses).

Enquanto as taxas Euribor variam consoante as flutuações do mercado monetário e financeiro e das decisões do Banco Central Europeu sobre as taxas de juro diretoras – que subiram em 50 pontos base no dia 21 de julho -, o spread é “livremente definido pela instituição de crédito para cada contrato de crédito à habitação”, esclarece o Banco de Portugal (BdP).

O que é o spread no crédito habitação
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Spread base e contratado: em que diferem?

spread base é a margem de lucro determinada pela instituição financeira, sem contratação adicional de produtos do banco. E há que ter em atenção que para determinar o spread, a instituição pondera um conjunto de fatores, tal como explica o supervisor português:

  • risco de crédito do cliente;
  • garantias do empréstimo;
  • Rácio loan-to-value (LTV): ou seja, a relação entre o montante do empréstimo e o valor do imóvel sobre o qual é constituída uma hipoteca.

Para determinar o spread, os bancos têm em conta “a relação entre risco e preço, ou seja, às operações com maior risco será atribuído preço superior”.

Se além do crédito habitação, também contratares outros produtos junto do banco (como cartões de crédito ou seguros), então poderás aceder aos spreads contratados, que têm taxas mais atrativas. “Algumas instituições de crédito concedem uma redução do spread ou de outros encargos no crédito à habitação aos clientes que adquirem, ao mesmo tempo, outros produtos ou serviços financeiros”, explica o regulador liderado por Mário Centeno.

Retirado do Idealista – Adaptado por Dicas Imobiliárias

IMI 2022: prazo para pagar segunda prestação começa hoje

Em causa estão contribuintes com um valor de IMI a pagar superior a 500 euros e que não fizeram, em maio, o pagamento integral.

Os contribuintes com um valor de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) superior a 500 euros e que não tenham optado em maio pelo pagamento integral do imposto, podem começar a pagar a segunda prestação do mesmo a partir desta segunda-feira (1 de agosto de 2022).

O pagamento do IMI arrancou em maio, com a emissão de 4.009.718 notas de liquidação, das quais 895.969 eram de valor inferior a 100 euros, gerando, por isso, uma nota de pagamento único.

Para as restantes, o pagamento é desdobrado em duas ou três prestações, a serem pagas em maio e novembro ou maio, agosto e novembro, caso o seu valor esteja balizado entre, respetivamente, os 100 e os 500 euros ou supere os 500 euros.

De acordo com os dados da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), do total de liquidações emitidas, há 679.435 de valor acima dos 500 euros, cuja segunda prestação pode ser paga a partir de dia 1 de agosto e até ao final deste mês caso os proprietários em causa não tenham optado pelo pagamento integral em maio.

De acordo com fonte oficial da AT este ano (para o IMI relativo a 2021) foram pagas integralmente em maio, dentro do prazo, um total de 580.811 notas de liquidação de valor acima dos 100 euros.

Este número traduz uma subida de 3,85% face aos que no ano passado usaram esta opção de pagamento do IMI numa única vez.

As taxas do IMI são anualmente fixadas pelas autarquias, num intervalo entre 0,3% e 0,45% (para os prédios urbanos), cabendo-lhes também decidir sobre a adesão ao IMI familiar, mecanismo que dá um desconto às famílias residentes, ou sobre a aplicação das taxas agravadas nos prédios devolutos ou em ruínas.

Retirado do Idealista – Adaptado por Dicas Imobiliárias

Seis dicas “simples e práticas” para quem quer investir em imobiliário

Está a pensar comprar um imóvel para investir? Saiba o que deve ter em conta.

Quer investir no mercado imobiliário, mas não sabe por onde começar? Este artigo é para si.

  1. Defina um horizonte temporal – “Todos os investidores têm objetivos diferentes: pode ser a reforma, pagar a educação dos filhos, ou cobrir a entrada de uma casa. A cada objetivo está associado um horizonte temporal. Normalmente, por investimento a longo prazo entende-se três anos ou mais, mas não há uma definição exata. Saber quando vai precisar dos fundos faz com que tenha uma noção mais precisa dos investimentos adequados e do nível de risco que deve assumir”;
  2. Escolha a localização com cuidado – “Os preços nos principais centros urbanos de Portugal estão a levar famílias e investidores a procurar alternativas. Em Lisboa são necessários 45 anos de salário médio para comprar uma casa de 100 m2. Em Coimbra, por outro lado, esse número é de cerca de metade”;
  3. Acompanhe o tipo de imóveis mais procurados – “A internet e uma infinidade de opções de entrega significam que as pessoas estão menos ligadas a locais para trabalhar, fazer compras ou ter acesso a entretenimento. Essas mudanças afetam a procura por uma variedade de propriedades comerciais, incluindo restaurantes e lojas”;
  4. Tome decisões ambientalmente conscientes – “A subida do nível do mar e o aumento da frequência de fenómenos naturais invulgares já não são vistos como problemas hipotéticos, mas como desafios reais para milhões de proprietários ​​e investidores. Equipar propriedades com materiais ecológicos e tecnologias, por exemplo, é uma forma de aumentar a proposta de valor para os proprietários. A procura por soluções sustentáveis, eficientes do ponto de vista do consumo de água e de energia, já levou ao aparecimento de casas pré-fabricadas e habitações passivas, com emissões neutras ou até positivas”;
  5. Tire o máximo partido da tecnologia – “De sensores que detetam e ajustam a temperatura ambiente a projetos desenhados por IA (inteligência artificial), passando por drones que monitorizam falhas em edifícios, a utilidade da tecnologia no setor imobiliário está além de qualquer dúvida”;
  6. Considere todos os custos do investimento (até os escondidos) – “Um erro comum no investimento imobiliário é não considerar todos os custos envolvidos na operação. Quando pensa em comprar um imóvel, não pode apenas pensar no valor da propriedade, mas sim em diversos custos extra. Em primeiro lugar, deverá saber que terá de adquirir um seguro de vida e um seguro multirriscos-habitação, que estão associados a um crédito à habitação. Ambos os seguros protegem-no a si e ao seu imóvel, em caso de eventuais problemas que possam acontecer – desde catástrofes naturais a desemprego. Em segundo lugar, torna-se importante conhecer as taxas de juro e spread aplicados e as comissões cobradas pelo banco no qual irá adquirir o seu crédito à habitação. Tudo isto vai pesar na sua taxa de esforço, que não deve ultrapassar os 30%. Por último, há que ter atenção aos impostos que deverá pagar quando comprar o imóvel, como o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) e o IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas)”.  Retirado do Noticias ao Minuto – Adaptado por Dicas Imobiliárias
Avaliação da casa: o que é e porque é importante no crédito habitação?

Avaliação bancária da casa é um passo obrigatório na hora de pedir um empréstimo habitação. Explicamos tudo neste guia.

avaliação bancária é um dos passos necessários na hora de contratar um crédito habitação para comprar casa. Este é um processo que te permitirá conhecer o valor real da habitação que queres adquirir. E, para os bancos, é um dado importante para calcular o montante do empréstimo da casa – que geralmente é o menor valor entre o preço do imóvel colocado no mercado e o valor da avaliação. Se estás à procura de crédito habitação para comprar casa, importa saber exatamente o que é a avaliação bancária da casa e a sua importância na concessão do empréstimo habitação. 

Explicamos tudo neste guia.

Em Portugal, o valor mediano da avaliação bancária não para de subir e registar novos recordes mês após mês. Em maio, este indicador fixou-se em 1.380 euros por metro quadrado (euros/m2), refletindo um aumento de 1,8% face a abril e 13,9% face ao mesmo período do ano passado, mostram os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O que é a avaliação imobiliária?

avaliação imobiliária é uma avaliação ou estudo realizado por um técnico devidamente qualificado com o objetivo de saber qual é o valor real de um imóvel. É um procedimento obrigatório sempre que é feito um pedido de crédito habitação, uma vez que através da avaliação do imóvel, o banco saberá qual é o valor da casa que vai ser hipotecada.

Embora as avaliações imobiliárias devam ser realizadas sempre que um empréstimo é solicitado, esta é uma operação que pode ser levada a cabo para outros fins, como:

  • Processo de venda da casa;
  • Distribuição de bens na sequência de um processo de divórcio ou herança;
  • Caso seja necessário provar a solvência financeira.
Comprar casa com crédito habitação
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Quem pode fazer uma avaliação da casa?

avaliação da casa – ou de outro imóvel – não pode ser realizada por qualquer pessoa. Na verdade, tem de ser um técnico devidamente qualificado (geralmente um arquiteto ou engenheiro). Os chamados peritos avaliadores de imóveis trabalham para empresas que são supervisionadas pelo Banco de Portugal e que, além disso, devem estar inscritos no registo oficial.

Qual é a importância dos peritos avaliadores? Desde logo, importa saber que nem sempre o preço real de um imóvel corresponde ao preço solicitado numa transação imobiliária. Por exemplo, um vendedor pode solicitar um preço específico que esteja acima ou abaixo do preço de mercado do imóvel:

  • Se quiser obter um grande lucro na venda vai subir o preço;
  • Se se quiser livrar do imóvel poderá colocar a casa no mercado com desconto e, portanto, a um preço mais baixo.

No entanto, este preço da casa fixado pelo vendedor não tem necessariamente de coincidir com o preço real do imóvel, ou seja, o preço padrão considerado adequado para um imóvel tendo em conta todos os fatores que influenciam o seu valor. Dada a existência desta diferença de preços no mercado residencial, é necessário haver avaliadores oficiais não relacionados à operação imobiliária que deem um preço oficial.

Como é feita a avaliação de uma casa?

O mais comum é o perito começar por tirar fotos de todas divisões da casa, bem como dos espaços exteriores do imóvel. Também devem ser medidas todas as divisões do imóvel para conhecer a sua área de superfície, bem como reunir todas as informações sobre a zona em que o imóvel está localizado e o seu estado de conservação.

Todas essas informações da casa devem ser comparadas com outras propriedades semelhantes que se localizem na mesma zona, pelo que deve haver uma recolha significativa de informação de imóveis à venda ou vendidos. Isso permite avaliar as condições e características do imóvel em comparação com outros similares, o que ajuda a determinar o preço final do imóvel que está a ser avaliado.

O que é a avaliação imobiliária
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O que é avaliação hipotecária?

avaliação hipotecária refere-se à avaliação de imóveis quando feita com a finalidade de solicitar um crédito habitação. Esta avaliação permitirá ao banco saber o preço real da casa que queremos comprar e que vai financiar com o empréstimo da casa.

Note-se que o dinheiro que os bancos emprestam num crédito habitação é calculado em percentagem do valor da casa. Consequentemente, é essencial conhecer o preço real da casa para calcular esses números. Regra geral, os bancos não costumam fazer empréstimos que ultrapassem os 90% da avaliação ou compra, sendo o elegido o menor de ambos, segundo as regras definidas pelo Banco de Portugal. Note-se que se estiver em causa a compra de uma casa ao banco, poderá ser concedido um empréstimo a 100%.

E, portanto, graças à avaliação do imóvel, é possível saber qual é a quantia específica de dinheiro que 90% (ou qualquer outra quantia) representa.

Neste sentido, além de ter em conta o montante que o banco nos emprestará para financiar a compra da casa, é também fundamental estudarmos cuidadosamente as restantes condições associadas ao empréstimo. É importante comparar créditos habitação e a forma mais fácil de o fazer é usar um simulador de créditos.

Quanto custa uma avaliação bancária da casa?

Há que ter em conta que a avaliação bancária (seja geral ou para fins de crédito habitação) não é gratuita. O custo vai depender sobretudo do tamanho da casa. Quanto mais m2 houver para avaliar, maior será o custo e vice-versa. No entanto, em média, pode dizer-se que o preço da avaliação bancária de uma casa padrão (um apartamento com 2-3 quartos) está entre os 200 e os 350 euros, dependendo do caso.

Avaliação bancária da casa
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Quem paga a avaliação bancária para fins de aquisição de habitação?

avaliação bancária de um imóvel é uma das despesas que a família tem de assumir no processo de concessão de um crédito habitação. Ou seja, será o requerente da hipoteca que deverá pagar o preço da avaliação bancária da casa ao pedir um empréstimo habitação.

A escolha do perito de avaliação de imóveis é livre. Isto é, a família poderá escolher o especialista que entender, desde que seja uma empresa ou profissional devidamente credenciado pelo Banco de Portugal. Mas também existem muitos bancos que oferecem esse serviço de avaliação, sendo que o preço pode variar de banco para banco. Se se optar por escolher um perito avaliador atribuído pelo banco, a família não terá de se preocupar com a burocracia.

Qual é a validade da avaliação de hipoteca?

avaliação da casa tem um prazo de validade de 6 meses a partir da data de emissão. Portanto, o processo de venda da habitação deve ser concluído até 6 meses depois de realizada a avaliação da casa. Caso contrário, será necessário realizar uma nova avaliação (com novos custos para a família).

Que importância tem a avaliação bancária na hora de pedir um crédito habitação?

avaliação bancária da casa é um passo obrigatório e essencial na hora de pedir um crédito habitação, pois é esta avaliação realizada por um perito que nos vai dizer qual é o preço real da casa que queremos comprar e, consequentemente, o dinheiro que os bancos vão poder emprestar (geralmente não mais de 90%).

Retirado do Idealista – Adaptado por Dicas Imobiliárias

Terrenos para construção em centros históricos com isenção de AIMI

A interpretação é do Supremo Tribunal Administrativo (STA), num acórdão que veio uniformizar jurisprudência.

Os terrenos para construção localizados nas zonas históricas qualificadas como Património Mundial da UNESCO devem beneficiar da isenção fiscal de AIMI, à semelhança do que sucede com os prédios urbanos aí situados. A interpretação é do Supremo Tribunal Administrativo (STA), num acórdão que veio uniformizar jurisprudência. 

No caso que chegou ao Supremo, estava em causa um terreno no centro histórico de Évora, segundo a notícia avançada pelo Jornal de Negócios. O Centro de Arbitragem Administrativa (CAAD) tinha dado razão ao Fisco e concluído que os terrenos para construção “são apenas imóveis que se encontram dentro do perímetro geográfico”, ou seja, “não fazem parte do ‘conjunto’ classificado como monumento nacional”, mas os juízes conselheiros do STJ tiveram outro entendimento.

O STJ considerou que o Estatuto dos Benefícios Fiscais, em que está prevista a isenção IMI e AIMI nos centros históricos, se refere a “prédios”. “Sendo os terrenos para construção qualificados indiscutivelmente como ‘prédios’ pela legislação fiscal, a sua integração no escopo da norma de isenção é, com efeito, perfeitamente plausível”, referem no acordão, citado pelo jornal. “A expressão ‘prédios classificados como monumentos nacionais’ abarca todas as modalidades de prédios que, sendo como tal qualificados pelo Código do IMI, sejam, em simultâneo, suscetíveis de qualificação como ‘monumentos nacionais’”, acrescentam.

“Justifica-se plenamente que os terrenos para construção situados nos centros históricos ou zonas qualificadas como Património Cultural da Humanidade são suscetíveis de beneficiar das vantagens inerentes a essa qualificação, no caso , a isenção de adicional ao IMI”, lê-se ainda no acordão.

Retirado do Idealista – Adaptado por Dicas Imobiliárias

Como tratar da compra de imóvel com dívidas ao condomínio

O que fazer se a casa que vamos comprar tem dívidas ao condomínio.

Se pretendes vender a tua casa, há determinados procedimentos que deves realizar antes de o fazer. Um deles, de acordo com a nova lei de condomínio, é solicitar ao administrador do condomínio uma declaração com todos os encargos associados à tua fração, assim como eventuais dívidas ao condomínio.

Quem tem que pagar as dívidas ao condomínio

Se se vende um imóvel e as dívidas não são liquidadas antes da venda, a responsabilidade pelo pagamento dos valores de condomínio em atraso são do novo proprietário. No entanto, quando vais vender a tua casa deves apresentar uma declaração de condomínio ao realizar a escritura, tal como acontece com o certificado energético. Deves pedi-la ao administrador do condomínio no prazo máximo de dez dias (seguidos), a partir do momento em que é pedido pelo condómino. É um documento obrigatório, salvo se o comprador declare expressamente que prescinde da declaração.  

Depois de vendida a casa e, caso existam dívidas, o administrador é obrigado a cobrar ao novo proprietário o valor em falta.

Consultar dívidas do imóvel antes de comprar

Antes de comprar um imóvel deves consultar se este tem ou não dívidas associadas. Há entidades próprias onde podes fazê-lo. Para verificares se o imóvel tem dívidas de condominío, deves:

  • Consultar o administrador do condomínio sobre se o imóvel que queres comprar tem dívidas;
  • Pedir ao administrador do condomínio para analisar todas as atas de reunião, elaboradas em assembleia de condóminos. Desta forma, podes verificar se em algum momento é referido que o imóvel em questão tem dívidas;
  • Pedir uma declaração ao administrador em como a propriedade não tem dívidas de condomínio;
  • Confirmar no registro predial quem é o proprietário do imóvel;
  • Pedir uma certidão de não dívida municipal, atestando a não dívida com o munícipio, se for uma  pessoa coletiva.

Comprar casa com dívida ao condomínio: como agir?

Se queres comprar uma casa com dívidas ao condomínio, o mais sensato é desistir deste imóvel e procurar outra opção. Se por algum motivo, esta é a casa dos seus sonhos e não queres abdicar de comprá-la, podes:

  • Negociar o valor em dívida, tentando que o proprietário salde o valor a pagar antes de vender a casa;
  • Negociar o valor de venda. Tentar que o proprietário desça o valor pelo qual quer vender a casa, já que não consegue pagar a dívida do condomínio;
  • Deixar escrito no contrato o valor da dívida, para que tudo fique devidamente documentado e assinado pelo antigo e novo proprietários;
  • Procurar ajuda profissional/legal, que te aconselhe e indique como proceder.

Papel do administrador do condomínio

compra de imóvel a banco com dívidas ao condomínio
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administrador de um condomínio nada ou pouco pode fazer na venda de um imóvel com dívidas. O proprietário é o único responsável pela venda do imóvel, podendo vender a sua casa sem liquidar os valores em falta.

O administrador do condomínio tem sim que passar uma declaração de encargos do condomínio ao proprietário que vai vender. Nesta deve constar:

  • a natureza da fração;
  • os montantes dos encargos e os respetivos prazos de pagamento;
  • eventuais dívidas ao condomínio (natureza, montantes, datas de constituição e vencimento).
Preço da luz vai descer no mercado regulado a partir de julho

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos aprovou uma descida de 2,6% do preço da eletricidade.

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) aprovou uma descida no preço da eletricidade, em mercado regulado, que se vai refletir na fatura a partir de 01 de julho. Assim, “para os consumidores que permaneçam no mercado regulado (921 mil clientes que representam 6% do consumo total) ou que, estando no mercado livre, tenham optado por tarifa equiparada, a variação das tarifas de Venda a Clientes Finais em Baixa Tensão Normal (BTN) a proposta corresponde a uma redução de 2,6%, face aos valores atualmente em vigor”.

Por outro lado, “face ao preço médio de 2021, os consumidores observam em 2022 um acréscimo de 1,1% no preço de venda final (os preços em 2022 integram a decisão tarifária de janeiro de 2022, a revisão trimestral ocorrida em 01 de abril de 2022 e os preços a vigorarem a partir de 01 de julho de 2022)”.

  • De acordo com o regulador, “os consumidores domésticos de eletricidade observam assim, em cinco anos, uma redução acumulada de -3,7% no preço final”.
  • Por sua vez, “os consumidores com tarifa social continuam a beneficiar de um desconto de 33,8% sobre as tarifas de Venda a Clientes Finais”.

A ERSE referiu que submeteu “o parecer do Conselho Tarifário (CT), no dia 29 de abril de 2022, a documentação detalhada que fundamenta a proposta de fixação excecional das tarifas de eletricidade”, sendo que “o CT emitiu o seu parecer, em 20 de maio de 2022, cabendo ao Conselho de Administração da ERSE a aprovação final das tarifas e preços de energia elétrica a vigorar no período de 01 de julho de 2022 a 31 de dezembro de 2022”, de acordo com um comunicado.

Regulador explica porque está a subir o preço da eletricidade 

porque sobe o preço da eletricidade
Foto de Mikael Blomkvist @Pexels

De acordo com a entidade, “esta revisão excecional das tarifas em 2022 é fundamental para assegurar uma maior estabilidade tarifária face ao atual contexto de grande volatilidade dos mercados de energia e de nível de preços anormalmente elevados nos mercados grossistas de eletricidade, permitindo mitigar os acréscimos na fatura dos consumidores, através de uma redução expressiva das tarifas de Acesso às Redes” entre 2022 e 2021.

A ERSE explicou que “esta redução é justificada pela devolução antecipada aos consumidores de benefícios superiores aos inicialmente previstos no diferencial de custos com a produção em regime especial (PRE), com remuneração garantida, e com os Contratos de Aquisição de Energia (CAE), e bem como de receitas adicionais dos leilões de emissão de gases com efeito de estufa”.

O regulador realçou ainda que “o nível tarifário de 2022 é reflexo de circunstâncias muito próprias e conjunturais que poderão não se repetir nos próximos anos, com impactes diferenciados por nível de tensão”.

Retirado do Idealista – Adaptado por Dicas Imobiliarias

Crédito habitação: bancos apontam taxa fixa como refúgio para famílias

Com a inflação a subir a par das taxas Euribor, fixar a taxa de juro dos empréstimos da casa é solução para proteger a carteira.

inflação em alta e a subida das prestações da casa por via do aumento das taxas Euribor estão a pressionar os orçamentos familiares de quem tem créditos habitação de taxa variável. E, num cenário de instabilidade financeira, como podem as famílias proteger a carteira às flutuações da Euribor? Os bancos apontam a taxa fixa do crédito habitação como refúgio financeiro.

As taxas Euribor já estão a subir desde o início do ano, uma tendência que se agravou depois de surgir a guerra na Ucrânia e de o Banco Central Europeu (BCE) anunciar uma possível subida da taxa de juro diretora – que, entretanto, foi confirmada para julho na ordem dos 25 pontos base. E em resultado, depois de passarem mais de cinco anos no negativo, a Euribor a 12 meses está a aproximar-se de 1% e a Euribor a 6 meses (as duas mais utilizadas em Portugal) já ultrapassou a barreira dos 0%.  

Tudo indica que as taxas Euribor vão subir ainda mais, depois da subida da taxa de juro diretora pelo regulador europeu. E colocam em risco cerca de 90% dos créditos habitação em Portugal, pois têm taxas variáveis estando, portanto, influenciados pelas flutuações da Euribor. A lógica é simples: se a Euribor sobe, a taxa de juro também acabará por ser atualizada (a 3,6 ou 12 meses), fazendo aumentar a prestação da casa.

Subida da Euribor
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Como proteger a carteira da subida da Euribor?

E como podem as famílias escapar a este clima de incerteza? Fixando as taxas de juro. Isto porque a família fica protegida de eventuais subidas da Euribor, porque a taxa fixa – como no nome indica – não mexe ao longo do contrato. Mas a estabilidade e a ausência de risco têm um preço: numa fase inicial a família ficará a pagar uma prestação da casa superior do que se tivesse contratado uma taxa de juro variável. “A opção de taxa fixa mitiga um risco de aumento das taxas, mas pelo efeito de cobertura desse risco, implica uma prestação no período de fixação da taxa fixa mais cara que a prestação inicial variável”, explicam desde o Novo Banco citado pelo ECO.

Fixar as taxas de juro dos créditos habitação é, de resto, uma solução apontada pelos bancos para que os portugueses protejam as suas carteiras de eventuais subidas da Euribor – recorde-se que em 2008 esta taxa subiu para os 5%, aumentando muito as prestações da casa. O Santander e o Novobanco disponibilizam soluções de taxas fixa nos créditos habitação, o que “permite reduzir a volatilidade do serviço da dívida num contexto de maior subida de taxas de juro”, dizem citados pelo mesmo meio.

Também Miguel Cabrita, considera que para quem não quer estar exposto à volatilidade do mercado, “a solução adequada pode ser a taxa fixa já que dá tranquilidade no momento de subida das taxas de juro”. Até porque “é certo que continuaremos a assistir a um aumento da Euribor, apesar de não existir certeza que valores poderá alcançar”, sublinha ainda.

Taxa variável no crédito habitação
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Risco de incumprimento do empréstimo da casa: sim ou não?

O clima é de aperto para os orçamentos familiares, ontem o INE confirmou a taxa de inflação em 8% em Portugal, e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) alertou mesmo que com este aumento da prestação da casa por via da subida dos juros “uma maior probabilidade de incumprimento das hipotecas”.

Mas, para já, os bancos contactados pelo mesmo meio afastam a hipotese de risco de incumprimento hipotecário, apontando vários fatores que justificam a sua posição:

  • Economia vai continuar a ter um bom desempenho;
  • Estabilidade do emprego;
  • Poupanças acumuladas durante a pandemia pelas famílias;
  • Bancos mais capazes de apoiar famílias;
  • Regras mais restritas na concessão de créditos habitação.

 

Retirado do Idealista – Adaptado por Dicas Imobiliárias
Pedir uma extensão do crédito da casa ao banco? Há vários requisitos

Estar em dia com os pagamentos, ter uma situação económica e de emprego estável são alguns dos fatores-chave.

Pedir uma extensão do empréstimo da casa, por exemplo, é possível, contudo, deve-se ter em mente que o banco não é obrigado a concedê-la. Para isso, é necessário cumprir alguns requisitos, como estar em dia com os pagamentos, ter uma situação económica e de emprego estável e um nível adequado de endividamento. Analisamos os fatores mais importantes para que a operação se concretize e as etapas para solicitar a extensão do empréstimo.

O que é preciso para uma extensão do empréstimo?

Não há requisitos exclusivos que nos permitam ter acesso à extensão de um crédito. No entanto, ao conceder a prorrogação, o banco levará em consideração alguns elementos.

Estar em dia com os pagamentos

A primeira coisa que devemos levar em conta para que o banco nos conceda a prorrogação do financiamento é estar em dia com os pagamentos. Ou seja, não podemos dever nada ao banco ou ter atrasos no pagamento.

Nível de dívida adequado

Por outro lado, o banco também levará em conta o nível de endividamento geral. Ou seja, se tivermos vários créditos habitação ou empréstimos pessoais. Caso tenhamos muitas dívidas a pagar (mesmo que não tenhamos atrasos nos pagamentos) é menos provável que o banco nos conceda a prorrogação, pois entenderá que o risco de não pagamento é maior.

crédito da casa / Pexels
crédito da casa / Pexels

Emprego estável e situação económica

Este é provavelmente o fator mais importante. O banco valoriza positivamente que tenhamos uma fonte de rendimento suficiente (e regular) para fazer face ao pagamento das dívidas. Por isso, ter um emprego fixo e um salário alto ajudará a conseguir a extensão da hipoteca. No entanto, isso não significa que não possamos ter acesso à extensão se, por exemplo, tivermos um contrato temporário ou formos trabalhadores independentes, mas será um pouco mais complicado.

Idade do titular do empréstimo

Outro fator que pode influenciar na concessão da prorrogação do empréstimo é a idade do titular (ou titulares) da mesma. Os bancos preferem emprestar dinheiro a pessoas que estão em idade de obter rendimento com maior facilidade. Ou seja, nem muito jovem nem muito velho. Isso não significa que pessoas que não estão nessa faixa etária não possam solicitar a extensão, mas é um fator que o setor financeiro analisa.

Valor da extensão da hipoteca

Por fim, outro aspeto que devemos levar em consideração ao solicitar uma extensão do empréstimo é o valor do capital que vamos pedir. Quanto maior o capital que solicitamos, maiores também serão as dificuldades na hora de fazer a concessão. Ou seja, pedir uma extensão de hipoteca de 10.000 euros não será o mesmo que pedir 50.000. No primeiro caso, é muito provável que o banco esteja mais inclinado a aumentar do que no segundo, pois, sendo um valor menor, o risco que o banco tem que assumir também é menor.

Como solicitar uma extensão do empréstimo?

A primeira coisa que devemos fazer é tentar atender à maioria dos requisitos que vimos anteriormente. Por exemplo, se tivermos um alto nível de endividamento, é importante resolvê-lo antes de fazer o pedido de prorrogação. Se estivermos pendentes para passar de um contrato temporário para um contrato indefinido, será melhor fazer o pedido quando tivermos assinado o novo contrato, etc.

Em seguida, só precisas de ir ao banco e apresentar a situação. A entidade prosseguirá com o estudo do nosso caso específico e solicitará certa documentação relacionada ao empréstimo. Finalmente, após ter estudado o caso, decidirá se concede ou não a extensão do crédito.

Retirado do Idealista – Adaptado por Dicas Imobiliárias

IMI 2022: prazo para pagar primeira (ou única) prestação termina hoje

O prazo para pagar a primeira (ou única) prestação do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) termina esta terça-feira, 31 de maio de 2022. Recorde-se que o pagamento deste imposto pode ser feito de uma única vez ou até três prestações, dependendo do valor, e quem não fizer pode ser alvo de sanções. 

Prazos de pagamento do IMI 2022

De acordo com o nº 1 do artigo 120º do Código do IMI, os prazos para efetuar o pagamento do IMI 2022 são os seguintes:

Se o IMI for inferior a 100 euros:

  • Pagamento terá de ser realizado até 31 de maio – trata-se de uma prestação única e paga de uma só vez.

Se o IMI for superior a 100 euros e igual ou inferior a 500 euros:

  • Pagamento da 1ª prestação deverá ser feito até 31 de maio;
  • Pagamento da 2ª prestação deverá ser efetuado até ao dia 30 novembro de 2022.

Se o IMI for superior a 500 euros:

  • Pagamento da 1ª prestação deverá ser feito até 31 de maio;
  • Pagamento da 2ª prestação deverá ser efetuado até ao dia 31 de agosto de 2022;
  • Pagamento da 3ª prestação deverá ser efetuado até ao dia 30 novembro de 2022.

Recorde-se que, em todos os casos, o contribuinte pode optar por liquidar o IMI de uma só vez em maio.

Retirado do Idealista – Adaptado por Dicas Imobiliárias