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Crédito habitação: qual a diferença entre spread base e contratado?

Margem de lucro do banco quando concede um crédito habitação é o spread. E pode ser reduzido se forem contratados outros produtos.

Num momento em que o crédito habitação para comprar casa está a ficar mais caro com a subida da Euribor, importa passar a pente fino todos os indicadores associados ao empréstimo da casa. Um deles é o spread, que é a margem de lucro do banco quando concede um crédito habitação. E há dois tipos de spreads a ter em conta: o spread base e o spread contratado. Mas quais são as diferenças entre eles? Explicamos tudo neste artigo.

Desde logo, importa saber que nos créditos habitação com taxa de juro variável, a taxa de juro do empréstimo – a chamada TAN (Taxa Anual Nominal – resulta da soma de duas componentes: o spread e a Euribor contratada (prazo a 3,6 ou 12 meses).

Enquanto as taxas Euribor variam consoante as flutuações do mercado monetário e financeiro e das decisões do Banco Central Europeu sobre as taxas de juro diretoras – que subiram em 50 pontos base no dia 21 de julho -, o spread é “livremente definido pela instituição de crédito para cada contrato de crédito à habitação”, esclarece o Banco de Portugal (BdP).

O que é o spread no crédito habitação
Pexels

Spread base e contratado: em que diferem?

spread base é a margem de lucro determinada pela instituição financeira, sem contratação adicional de produtos do banco. E há que ter em atenção que para determinar o spread, a instituição pondera um conjunto de fatores, tal como explica o supervisor português:

  • risco de crédito do cliente;
  • garantias do empréstimo;
  • Rácio loan-to-value (LTV): ou seja, a relação entre o montante do empréstimo e o valor do imóvel sobre o qual é constituída uma hipoteca.

Para determinar o spread, os bancos têm em conta “a relação entre risco e preço, ou seja, às operações com maior risco será atribuído preço superior”.

Se além do crédito habitação, também contratares outros produtos junto do banco (como cartões de crédito ou seguros), então poderás aceder aos spreads contratados, que têm taxas mais atrativas. “Algumas instituições de crédito concedem uma redução do spread ou de outros encargos no crédito à habitação aos clientes que adquirem, ao mesmo tempo, outros produtos ou serviços financeiros”, explica o regulador liderado por Mário Centeno.

Retirado do Idealista – Adaptado por Dicas Imobiliárias

Comprar casa na praia: o sonho que faz disparar a procura em Portugal

Litoral português está a despertar, cada vez mais, o interesse de compradores estrangeiros, mas também nacionais. Contamos tudo.

Viver junto ao mar é o sonho de muitos portugueses e estrangeiros. Desfrutar em pleno da água salgada, da areia, do pôr do sol, da calma que o mar traz é o que leva muitas famílias a comprar uma casa na praia. Em Portugal, a procura por casas junto ao mar intensificou-se durante a pandemia da Covid-19, até porque viver com mais espaço e em harmonia com a natureza passou a ter outro valor. E esta tendência fez cair a oferta de casas à venda na maioria dos municípios do litoral do país – em 50 dos 54 concelhos analisados. Mas onde se concentra a maior procura de casas de praia? E onde é que os preços das casas são mais baixos? E mais altos?

O clima, a proximidade do mar e as vistas que as casas da praia oferecem sempre atraiu portugueses e estrangeiros para comprar habitações na costa portuguesa. “Portugal sempre foi um país extremamente atrativo para quem procura viver à beira-mar, oferecendo uma extensa faixa costeira com oferta praticamente para todos os gostos e todos os orçamentos”.

Poder acordar e sentir a brisa marítima e estar em contacto com a natureza passou a ter outra relevância durante a pandemia da Covid-19, quando as famílias se viram confinadas em casa durante várias semanas. Numa primeira fase da crise, a procura de casas de praia retraiu, como em todos os mercados. Mas rapidamente regressou – muito alavancada pelo teletrabalho (total ou em regime híbrido) – e, neste momento, este mercado está em níveis até superiores aos da pré-pandemia.

É isso mesmo que confirmam outros especialistas em imobiliário “A procura por casas de praia tem aumentado nos últimos anos e a pandemia impulsionou ainda mais a procura por este tipo de habitações”. E há alguns motivos que estão por detrás deste aumento da procura de casas de praia em Portugal. “Estar em confinamento em apartamentos sem espaços exteriores criou a necessidade de um maior conforto em casa, com mais espaço, varandas e jardins, e uma maior proximidade à natureza”, salientando ainda que “o teletrabalho veio alterar também os fatores que levam alguém a escolher uma localização mais central e urbana em prol, agora, de uma localização mais calma ou com maior qualidade de vida”.

Além disso, hoje “toda a costa portuguesa é reconhecida internacionalmente como tendo algumas das mais atrativas praias da Europa. Esta atratividade aliada ao clima, à hospitalidade, à segurança, aos bons acessos, à cada vez maior qualidade e diversidade de oferta, bem como às tendências de trabalho remoto e nomadismo, tem impulsionado a procura por este tipo de habitações”.Preço das casas na praia

Onde é que há mais procura de casas na praia para comprar?

A costa portuguesa tem atraído famílias para comprar casas de praia de norte a sul do país. Há zonas consolidadas, como é o caso do Algarve, Lisboa e Cascais. E há também procura por casas na costa alentejana. A novidade são as casas na praia da região Centro, mas o “segredo mais bem guardado”, e que começa a ser descoberto, são mesmo as casas de praia a norte do país.

Algarve é o mercado ‘core’ de casas de praia. Nesta região bem a sul do país, a procura está “relativamente estabilizada”, garante o CEO da iad Portugal, indicando que este mercado resistiu “bastante bem” aos impactos da pandemia e do Brexit. No Algarve, “a procura cresceu 30% face ao ano passado”. E explica que tanto aqui como em Lisboa a “qualidade de vida que se tem ao ter uma casa perto da praia é o sonho de muitas famílias e a proximidade ao mar está associada a uma melhoria da saúde, da energia e do bem-estar”.

A procura de casas no Algarve está em alta, com sete municípios do litoral a ocuparem o Top10, como é o caso de Loulé, onde a procura subiu 94,2% entre maio de 2021 e maio de 2022. O que os dados também mostram é que há dois concelhos que pertencem à região Centro que estão entre aqueles onde o interesse mais aumentou entre estes dois momentos: em Murtosa (distrito de Aveiro) a procura mais do que duplicou (+114,7%) e em Leiria subiu 62%.

região de Lisboa também tem registado “uma forte procura”, mas agora nota-se uma mudança no perfil de investidor: há “menos procura por casas reabilitadas no centro e maior atração por zonas mais afastadas”, e que vão desde a zona da Ericeira até à costa na margem sul do Tejo, no distrito de Setúbal. A procura de casas na praia aumentou em zonas de alguma proximidade à capital e outras cidades, como é o caso de Lisboa, Comporta, Praia Grande e Ericeira.

“A costa a norte do país é talvez o segredo mais bem guardado” em Portugal. A região norte é “tipicamente procurada como segunda habitação das famílias portuguesas e agora abre-se muito à procura estrangeira”. “A quantidade e qualidade das praias na zona norte da costa portuguesa é o que atrai as famílias para comprar casa”. E avança ainda que a procura de casas à beira-mar “aumentou em todos os municípios que estão a uma distância de até três quilômetros das praias”. Em concreto, “a zona costeira do Porto, em particular Vila do Conde, e Póvoa de Varzim, que têm uma grande procura nacional” por casas de praia

  • Quem está a comprar casas na praia em Portugal?

São várias as famílias que cumprem o sonho de comprar uma casa na praia em Portugal, sejam portuguesas ou estrangeiras. Mas “apesar de se ter assistido a algum crescimento da procura interna, o mercado continua muito dinamizado pelos investidores estrangeiros”.

A nível nacional, há “muitos portugueses a investir na segunda residência”, que “trabalham nas cidades e aos fins de semana fogem para as suas segundas casas de praia. E há também uma grande parte que estende o teletrabalho e fica nas suas casas de praia a trabalhar, quando isso é possível”. Um aumento da procura por casas de praia tanto por clientes portugueses, como por estrangeiros. E admite que “hoje em dia Portugal e, em particular a sua costa, são alvo de interesse para clientes de todo o mundo”.

Outra mudança que a pandemia gerou no mercado imobiliário prende-se com a procura internacional: Portugal tem recebido cada vez mais nómadas digitais. “Agora temos muitos nómadas digitais que escolhem trabalhar remotamente no nosso país, seja pela qualidade de vida ou até pelo preço competitivo dos imóveis”. Esta mesma tendência confirma : “A popularização de modelos de trabalho remoto tem vindo a impulsionar a procura de casas de praia como local de residência permanente por parte de famílias e indivíduos”.

No caso dos estrangeiros, “há uma parte que escolhe mudar-se e viver nas casas de praia e uma outra parte que se divide: passam grandes temporadas nas suas casas de praia e os restantes meses do ano nos centros urbanos”. Mas quais são as nacionalidades que mais procuram casas de praia em Portugal? Segundo o painél de especialistas contactados pelo idealista/news são:

  • espanhóis;
  • franceses;
  • brasileiros;
  • norte-americanos;
  • ingleses;
  • alemães;
  • nórdicos.
Viver perto do mar

IMI 2022: prazo para pagar segunda prestação começa hoje

Em causa estão contribuintes com um valor de IMI a pagar superior a 500 euros e que não fizeram, em maio, o pagamento integral.

Os contribuintes com um valor de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) superior a 500 euros e que não tenham optado em maio pelo pagamento integral do imposto, podem começar a pagar a segunda prestação do mesmo a partir desta segunda-feira (1 de agosto de 2022).

O pagamento do IMI arrancou em maio, com a emissão de 4.009.718 notas de liquidação, das quais 895.969 eram de valor inferior a 100 euros, gerando, por isso, uma nota de pagamento único.

Para as restantes, o pagamento é desdobrado em duas ou três prestações, a serem pagas em maio e novembro ou maio, agosto e novembro, caso o seu valor esteja balizado entre, respetivamente, os 100 e os 500 euros ou supere os 500 euros.

De acordo com os dados da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), do total de liquidações emitidas, há 679.435 de valor acima dos 500 euros, cuja segunda prestação pode ser paga a partir de dia 1 de agosto e até ao final deste mês caso os proprietários em causa não tenham optado pelo pagamento integral em maio.

De acordo com fonte oficial da AT este ano (para o IMI relativo a 2021) foram pagas integralmente em maio, dentro do prazo, um total de 580.811 notas de liquidação de valor acima dos 100 euros.

Este número traduz uma subida de 3,85% face aos que no ano passado usaram esta opção de pagamento do IMI numa única vez.

As taxas do IMI são anualmente fixadas pelas autarquias, num intervalo entre 0,3% e 0,45% (para os prédios urbanos), cabendo-lhes também decidir sobre a adesão ao IMI familiar, mecanismo que dá um desconto às famílias residentes, ou sobre a aplicação das taxas agravadas nos prédios devolutos ou em ruínas.

Retirado do Idealista – Adaptado por Dicas Imobiliárias